Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

KIROV/MOSCOU (Reuters) - O líder opositor russo Alexei Navalny acusou o Kremlin de tentar impedi-lo de concorrer à eleição presidencial do ano que vem depois que um tribunal o condenou por desfalque nesta quarta-feira.

Navalny, que ganhou fama expondo a corrupção estatal, disse que mesmo assim irá disputar a corrida presidencial, mas não ficou claro de imediato se isso é legalmente possível --a lei russa impede que condenados por este tipo de crime pleiteiem cargos eletivos.

    "O que estamos vendo agora é uma espécie de telegrama enviado do Kremlin, dizendo que acreditam que eu, minha equipe, e as pessoas cujas opiniões eu expresso somos perigosos demais para nos permitirem participar da campanha eleitoral", disse Navalny.

    "Não reconhecemos esta decisão. Tenho todo o direito de participar da eleição, de acordo com a Constituição, e o farei", afirmou aos repórteres na sala do tribunal momentos antes de o veredicto ser entregue.

    A corte da cidade provincial de Kirov considerou Navalny culpado de peculato em relação a uma empresa madeireira chamada Kirovles e lhe imputou uma pena suspensa de cinco anos de prisão, além de uma multa equivalente a 8.442,04 dólares. O ativista negou ser culpado.

    No final do ano passado, Navalny anunciou a intenção de concorrer a presidente em 2018, quando o mandato atual de Vladimir Putin termina. Putin não informou se irá buscar a reeleição, mas a maioria dos observadores do Kremlin acredita que o fará.

    Se Navalny tiver permissão de concorrer e enfrentar Putin, pesquisas de opinião apontam que o oposicionista irá perder por uma grande diferença --mas ter Navalny na cédula pode ser irritante para o Kremlin.

    Sua presença também pode dar um foco a protestos antigoverno, especialmente nos grandes centros urbanos onde o ativista tem a maior parte de seus apoiadores.

    (Por Alexander Reshetnikov e Maria Tsvetkova)

Reuters