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Por Diego Ore e Felipe Iturrieta

CARACAS/SANTIAGO (Reuters) - Um jovem líder chileno de direita foi libertado nesta sexta-feira, depois que sua detenção na noite de quinta-feira na capital da Venezuela, Caracas, desencadeou manifestações de autoridades do Chile e de lideranças da oposição venezuelana.

Após negociações entre autoridades chilenas e venezuelanas, Felipe Cuevas, que encabeça o partido conservador União Democrática Independente (UDI), foi libertado e deve embarcar em um avião de volta a Santiago nesta sexta-feira, disse o secretário-geral do UDI, Javier Macaya.

"O ministro de Assuntos Exteriores (do Chile) nos afirmou extraoficialmente que Felipe Cuevas foi libertado e estava a caminho do aeroporto. Isto é obviamente uma boa notícia, mas não vamos encerrar nossa preocupação até que Felipe chegue no Chile", disse Macaya.

Cuevas foi preso por tirar fotos em um local não autorizado e não ter identificação, informou o embaixador chileno na Venezuela nesta sexta-feira.

O ministro Álvaro Elizalde, porta-voz do governo do Chile, disse que o embaixador da Venezuela foi chamado para discutir o incidente.

“O governo está realizando todas as ações que pode para resolver esta situação, como faria com qualquer cidadão chileno em circunstâncias semelhantes”, afirmou.

Em Caracas, Cuevas tentou visitar manifestantes antigoverno presos no início deste ano e foi detido com vários ativistas venezuelanos, declarou a ex-parlamentar e crítica feroz do governo socialista da Venezuela, Maria Corina Machado.

Cuevas foi convidado a visitar a Venezuela por figuras da oposição e se encontrou com Machado, segundo a própria. Ela disse que ele também compareceu ao julgamento de Leopoldo López, líder de manifestações atualmente detido.

O líder do partido opositor chileno UDI, Ernesto Silva, legenda que inclui vários ex-colaboradores do falecido ditador Augusto Pinochet, criticou o governo de Nicolás Maduro por não divulgar informações sobre a prisão de Cuevas.

“Ele foi preso de maneira arbitrária, ilegal e inapropriada”, declarou Silva nesta sexta-feira em uma entrevista à TV chilena.

O chefe do comitê chileno de Relações Exteriores no Parlamento, o governista Jorge Tarud, exigiu a libertação imediata de Cuevas.

“Se ele não for libertado hoje, há múltiplas ações diplomáticas que podem ser tomadas”, disse.

(Reportagem adicional de Antonio de la Jara)

Reuters