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Por Parisa Hafezi
TEERÃ (Reuters) - O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, pediu nesta quarta-feira à imprensa local que não publique nada prejudicial à imagem de políticos, segundo a TV estatal.
O Irã passou neste ano pela sua maior crise interna desde a Revolução Islâmica de 1979, devido a denúncias de fraude feitas pela oposição depois da reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em junho, que resultaram em manifestações populares duramente reprimidas pelo governo.
A polêmica eleitoral revelou também divisões dentro da elite político-religiosa do país. Nas últimas semanas, a imprensa conservadora entrou no debate, criticando personalidades moderadas como o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani.
"Reportagens que maculam a reputação de figuras proeminentes das instituições são inaceitáveis, sejam essas reportagens sobre o presidente, o presidente do Parlamento ou o chefe do Conselho da Expediência", disse Khamanei num encontro da milícia islâmica Basij.
Rafsanjani dirige o Conselho da Expediência, que é formado por clérigos influentes e teoricamente é o único órgão que pode demitir Khamenei.
"Alguns jornais deveriam evitar a publicação de rumores sobre oficiais de primeiro escalão e a divulgação de disputas menores," acrescentou Khamenei, que tem a última palavra dentro do complexo sistema político iraniano.
Ahmadinejad e seus aliados questionaram várias vezes a origem da riqueza dos filhos de Rafsanjani, insinuando que eles se beneficiam da influência do pai.
Khamenei também renovou sua acusação de que governos ocidentais estariam travando uma "guerra branda" para gerar divisões entre os políticos e a população do Irã desde as eleições.
"Os inimigos do Irã têm usado a votação como pretexto para realizar uma guerra branda, ao difundirem a disputa e o pessimismo dentro da nação. Sua meta é criar uma divisão entre o sistema e o povo," declarou.

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Reuters