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ABUJA (Reuters) - O líder da minoria xiita da Nigéria acusou os militares neste sábado de matarem três de seus filhos e trinta de seus apoiadores ao abrirem fogo durante manifestação no dia anterior.

Os militares afirmaram ter sido alvejados primeiro por alguém na multidão e que mataram nove pessoas.

Os muçulmanos xiitas protestavam contra os ataques de Israel na Faixa de Gaza e também rumavam para cumprir uma obrigação religiosa na cidade de Zaria, no norte nigeriano, sede do Movimento Islâmico da Nigéria de Ibrahim Zakzaky, quando um comboio de soldados tentou passar.

“Os soldados abriram fogo contra nossa gente na ponte de Kuban, matando 30 dos nossos, entres os quais três de meus filhos”, declarou Zakzaky em um comunicado. Ele acusou o governo de ordenar o ataque e disse que dois de seus apoiadores foram executados depois de presos.

“Eu, entretanto, apelo ao nosso povo para que mantenha a calma”, afirmou.

O porta-voz da Defesa, major-general Chris Olukolade, disse: “O comboio de soldados detido pelo tráfego criado pela procissão foi alvo de tiros por alguém na multidão”.

Eles devolveram os tiros, matando nove dos manifestantes, e dois soldados ficaram feridos, informou ele por telefone.

Embora a maioria das dezenas de milhões de muçulmanos nigerianos sejam sunitas, há vários milhares de xiitas, a maioria seguidores de Zakzaky, que estabeleceu um movimento inspirado pela revolução iraniana de 1979.

(Reportagem de Isaac Abrak)

Reuters