Por Colin Packham

FUNAFUTI, Tuvalu (Reuters) - Líderes das Ilhas do Pacífico não conseguiram chegar a um acordo sobre novos compromissos climáticos rigorosos em uma cúpula anual nesta quinta-feira, preferindo, em vez disso, concordar em endossar um plano que lhes permite descumprir metas específicas às quais se opõem.

Alguns líderes presentes no Fórum das Ilhas do Pacífico esperavam que todos os 18 membros se comprometessem com políticas para limitar a elevação das temperaturas a não mais de 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais e concordassem em encerrar de imediato a mineração de carvão.

Depois de 12 horas de conversas em Tuvalu, os líderes não conseguiram chegar ao consenso exigido pelas regras do fórum para a adoção de diretrizes regionais.

Em vez disso, eles aprovaram as novas propostas rígidas, mas com uma qualificação que permite que cada membro ignore elementos que rejeita.

"Fizemos nosso melhor", disse o primeiro-ministro de Tuvalu, Enele Sopoaga, aos repórteres em Funafuti, capital da minúscula ilha-nação.

"Deveríamos ter trabalhado mais por nosso povo... temos que conviver com isso", acrescentou.

Situadas em terras baixas, as Ilhas do Pacífico estão na linha de frente da mudança climática global, enfrentando a elevação do nível dos mares e crises relacionadas que já obrigaram alguns moradores a se mudarem para locais mais elevados.

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