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Por Mario Naranjo
TEGUCIGALPA (Reuters) - Os líderes do Congresso hondurenho se reunirão nesta terça-feira para discutir se convocam uma sessão extraordinária para tratar da restituição do presidente deposto Manuel Zelaya, numa tentativa de tirar o país de sua pior crise política em décadas.
A possibilidade do retorno ao poder de Zelaya, destituído pelo golpe de Estado no fim de junho, é um dos pontos do acordo fechado na semana passada entre os negociadores de Zelaya e o governo de facto, sob a mediação de Washington.
O encontro da Junta Diretiva do Congresso busca analisar o pacto e estabelecer os mecanismo de sua implementação.
Para o mandatário deposto e seus seguidores, a reunião dos líderes parlamentares significa o início do caminho para retomar o poder.
Contudo, o governo de facto considera que o pacto não garante o retorno de Zelaya, abrigado há mais de 2 meses na embaixada brasileira em Tegucigalpa depois de seu retorno clandestino ao país, e sustenta que o acordo não fixa prazos para que o Congresso vote a iniciativa.
A reunião dos líderes do Congresso de 128 deputados foi convocada para as 13h30 (horário de Brasília) e ocorrerá a poucas horas da chegada ao país de uma comissão da OEA liderada pelo ex-presidente chileno Ricardo Lagos para supervisionar o cumprimento do acordo.
Os membros da comissão da Organização dos Estados Americanos (OEA) "se encarregarão de verificar o cumprimento, interpretar o texto do acordo quando existam dúvidas entre as partes", explicou Víctor Meza, um negociador de Zelaya.
Centenas de partidários do presidente deposto advertiram que se mobilizariam diante do Congresso para exigir que os deputados abandonem um recesso pela campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 29 de novembro.
Zelaya afirmou que, caso não seja restaurado no poder até quinta-feira, a comunidade internacional manterá sua postura de não reconhecer as eleições, e manterá o isolamento financeiro e diplomático ao empobrecido país.
O Partido Liberal oficial tem 62 deputados, mas está dividido entre os que apóiam o governo de facto e o grupo ao lado de Zelaya. O Partido Nacional, de oposição, que pode definir a restituição, ainda não fixou uma posição oficial.
A destituição de Zelaya por supostamente violar a Constituição ao querer habilitar a reeleição presidencial desencadeou a pior crise política na América Central em décadas e se converteu no primeiro desafio diplomático na região para a administração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

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Reuters