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Por Knut Engelmann
BERLIM (Reuters) - A chanceler alemã, Angela Merkel, e outros líderes mundiais celebraram nesta segunda-feira a coragem dos que derrubaram o Muro de Berlim, há exatos 20 anos, e disseram que isso mostra que o mundo pode enfrentar desafios como a pobreza ou a mudança climática.
Sob uma garoa persistente, Merkel e os governantes da Grã-Bretanha, da França e da Rússia discursaram a dezenas de milhares de pessoas reunidas no Portão de Brandemburgo para comemorar a data, que marca o final da Guerra Fria e o início da reunificação alemã.
"Juntos derrubamos a Cortina de Ferro, e estou convencida de que isso pode nos dar a força para o século 21", disse Merkel, que cresceu na antiga Alemanha Oriental (comunista).
"Nossa boa sorte nos obriga a assumir os desafios do nosso tempo", acrescentou a chanceler, citando a segurança, o bem estar econômico e a proteção do meio ambiente.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que a queda do Muro foi uma libertação, mas também um apelo para "lutar contra a repressão, contra outros muros que ainda existem no nosso mundo e que ainda dividem cidades, regiões e nações".
Seu colega russo, Dmitry Medvedev, disse que a Guerra Fria ficou para trás e que é preciso construir "um mundo novo e melhor", e lutar contra inimigos comuns como a crise econômica, a criminalidade, o terrorismo e a pobreza.
Depois dos discursos foi derrubada uma fila de dominós gigantes e coloridos num trecho de 1,5 quilômetro por onde o muro passou até 9 de novembro de 1989, quando foi destruído por uma eufórica multidão de alemães orientais e ocidentais, que se abraçavam efusivamente após décadas de separação.
BARREIRA MORTAL
O Muro foi construído pelo regime comunista na madrugada de 13 de agosto de 1961 para servir como "barreira de proteção antifascista". Na prática, servia para impedir a fuga em massa de cidadãos para o encrave capitalista de Berlim Ocidental.
No início era apenas uma cerca de arame farpado, mas depois chegou a ser uma imponente construção de 156 quilômetros, sob rígida vigilância de militares com ordens para alvejar quem tentasse escapar.
Segundo um estudo publicado neste ano, pelo menos 136 pessoas morreram em tentativas de fuga entre 1961 e 1989.
Mas nem um único tiro foi disparado quando o Muro caiu e a noite se transformou em uma festa gigantesca, com os alemães orientais invadindo as ruas de Berlim ocidental em descrença, e moradores de ambos os lados do Muro se abraçando impulsivamente.

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Reuters