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Líder da extrema direita, Marine Le Pen, durante entrevista ao canal de TV francês TF1, em Boulogne-Billancourt. 22/02/2017 REUTERS/Patrick Kovarik/Pool

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PARIS (Reuters) - A líder da extrema direita, Marine Le Pen, continua favorita para vencer o primeiro turno da eleição presidencial francesa, mas perderia no segundo turno, em 7 de maio, para o centrista Emmanuel Macron ou François Fillon, de centro-direita, indicaram duas pesquisas nesta quinta-feira.

Ambas pesquisas de opinião foram conduzidas no início desta semana, antes do anúncio na quarta-feira de que o veterano François Bayrou irá se aliar a Macron, e não se candidatar. A ação pode impulsionar o candidato centrista, às custas de Fillon.

Os resultados da pesquisas estão em linha com outros levantamentos divulgados nas semanas recentes.

Uma pesquisa da BVA mostrava Macron vencendo Le Pen confortavelmente, por 61 por cento a 39 por cento, no segundo turno.

Caso Fillon enfrentasse Le Pen no segundo turno, ele teria 55 por cento dos votos, contra 45 por cento.

Uma pesquisa de opinião da Harris Interactive mostrava Le Pen liderando no primeiro turno, em 23 de abril, mas no segundo turno Macron teria 60 por cento, contra 40 por cento de Le Pen. Fillon teria 57 por cento caso concorresse com Le Pen, que teria 43 por cento, segundo a pesquisa.

As campanhas de Le Pen, líder da Frente Nacional, anti-euro e anti-imigração, e de Fillon, ex-primeiro-ministro, foram abaladas por investigações sobre acusações de uso indevido de dinheiro público. Ambos negam quaisquer atos irregulares.

Fillon, de 62 anos, antes líder nas pesquisas, agora se envolve em um escândalo por salários pagos a sua mulher e filhos com fundos públicos por trabalhos que nunca realizaram. Ele diz que eles realizaram os trabalhos pelos quais foram pagos.

Le Pen enfrenta acusações de ter pago seu chefe de gabinete e guarda-costas ilicitamente com fundos do Parlamento Europeu e é pressionada pela Assembleia para devolver os recursos.

Macron, um ex-banqueiro de 39 anos que nunca foi eleito para cargo público, pode se beneficiar de sua imagem mais limpa, assim como do apoio de Bayrou.

(Por Brian Love; Reportagem adicional de Leigh Thomas)

Reuters