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Otto Frederick Warmbier é levado a tribunal em Pyongyang 16/3/2016 REUTERS/Kyodo

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Por Jonathan Allen

(Reuters) - Os resultados preliminares da autópsia de um aluno da Universidade da Virgínia que foi mantido como prisioneiro na Coreia do Norte durante 17 meses serão divulgados nesta terça-feira ou na quarta, informou o escritório do legista de Ohio encarregado do exame.

Otto Warmbier morreu aos 22 anos de idade em um hospital de Cincinnati na segunda-feira, poucos dias depois de o governo norte-coreano mandá-lo para casa em estado de coma e com dano cerebral grave, de acordo com dois médicos que o trataram.

Seu corpo foi transferido para o escritório do legista do condado de Hamilton mais tarde no mesmo dia, disse Don Jasper, o principal investigador do caso, nesta terça-feira. O legista, Lakshmi Kode Sammarco, deve divulgar os resultados iniciais de seu exame ainda nesta terça-feira ou na quarta-feira, segundo Jasper.

Warmbier, um nativo de Ohio, foi preso na Coreia do Norte em janeiro de 2016 durante uma visita de turismo. Ele foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados por tentar roubar um objeto com um slogan de propaganda de seu hotel em Pyongyang, de acordo com a mídia norte-coreana.

Sua família não informou a causa da morte, mas disse em um comunicado na segunda-feira que, devido ao "tratamento horrível e torturante" que Warmbier sofreu sob custódia, "nenhum outro desfecho era possível".

Parentes disseram que enviados dos Estados Unidos lhes disseram que autoridades norte-coreanas alegaram que Warmbier contraiu botulismo após o julgamento e entrou em coma depois de ingerir um sonífero. Fred Warmbier, o pai do estudante, disse não acreditar nesse relato.

A Coreia do Norte disse ter libertado Warmbier na semana passada "por razões humanitárias".

As tensões entre os EUA e Pyongyang se intensificaram devido às dezenas de lançamentos de mísseis e dois testes de bomba nuclear realizados pelos norte-coreanos desde o ano passado em desafio a resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O regime prometeu desenvolver um míssil balístico intercontinental capaz de portar uma ogiva nuclear e atingir o território continental dos EUA.

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Reuters