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Moon Jae-in, candidato presidencial do Partido Democrático, durante evento de campanha em Goyang, na Coreia do Sul. 04/05/2017 REUTERS/Kim Hong-Ji

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Por Christine Kim e Jane Chung

SEUL (Reuters) - O político liberal Moon Jae-in ganhou a eleição presidencial da Coreia do Sul desta terça-feira, segundo pesquisas de boca de urna, conquistando uma vitória já esperada que terminaria com quase uma década de governo conservador e traria uma abordagem mais conciliatória em relação à Coreia do Norte.

Moon, de 64 anos, deve derrotar o adversário conservador Hong Joon-pyo, um ex-promotor, por 41,4 por cento contra 23,3 por cento dos votos, mostraram pesquisas de boca de urna conduzidas em conjunto por três emissoras de televisão.

Se confirmada a vitória do candidato do opositor Partido Democrático, Moon substituiria Park Geun-hye, que foi retirada do poder em dezembro pelo Parlamento devido a um amplo escândalo de corrupção.

A votação coloca fim a um vácuo de liderança que durou meses desde o impeachment de Park, que se tornou a primeira líder sul-coreana eleita democraticamente a ser retirada do cargo. Park está presa e em julgamento, mas nega qualquer irregularidade. Ela decidiu não votar, relatou a mídia da Coreia do Sul.

Uma pesquisa do instituto Gallup Korea da semana passada mostrou Moon com 38 por cento de apoio entre 13 candidatos, e o político de centro Ahn Cheol-soo como seu adversário mais próximo com 20 por cento das intenções de voto.

Moon favorece o diálogo com a Coreia do Norte para aliviar a crescente tensão sobre os acelerados programas nuclear e de mísseis do regime de Pyongyang. Ele também quer reformar poderosos conglomerados liderados por famílias, como Samsung e Hyundai, e estimular o gasto fiscal para criar empregos.

O liberal, que perdeu para Park por uma pequena margem em 2012, criticou os dois governos conservadores anteriores por não terem conseguido refrear o desenvolvimento de armas norte-coreano. Ele defende uma política dupla de diálogo e de manutenção da pressão e das sanções para incentivar mudanças.

Em uma transmissão ao vivo no YouTube nesta terça-feira, ele disse que a Coreia do Sul deveria ter uma atuação diplomática mais ativa para conter a ameaça nuclear do Norte e não assistir passivamente enquanto os Estados Unidos e a China conversam entre si.

(Reportagem adicional de Jack Kim em Seul, Ben Blanchard em Pequim e Minami Funakoshi em Tóquio)

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Reuters