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CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O México informou ter resgatado 458 crianças de um abrigo para meninos e meninas abandonados que estava infestado de vermes. As autoridades suspeitam que algumas delas foram abusadas sexualmente.

O gabinete da procuradoria-geral disse na terça-feira que a polícia e tropas militares invadiram uma casa conhecida como "A Grande Família" na cidade de Zamora, no oeste do país, nesse mesmo dia, depois de mais de 50 reclamações serem recebidas sobre as atividades no local.

Infestado por ratos, pulgas e percevejos, o abrigo era administrado por Rosa Verduzco, no momento sendo questionada pelas autoridades, disse o governo.

O local abrigava 278 meninos, 174 meninas e seus bebês, assim como 138 adultos de até 40 anos, informou o governo.

"Descobrimos que havia cerca de 500 crianças em situação realmente terrível", disse o procurador Jesús Murillo.

Cinco reclamações feitas por pais de que o abrigo havia se negado a lhes devolver suas crianças fez com que as autoridades resolvessem agir, acrescentou ele.

As crianças do abrigo pediam esmolas na rua, alimentavam-se com comida estragada e dormiam no chão entre os vermes, disseram as autoridades. Algumas sofreram abuso sexual, acrescentaram.

Bebês nascidos no refúgio foram registrados como filhos de Rosa e seus pais não puderam opinar na sua criação, disse Tomás Zerón, diretor da unidade de investigação criminal da procuradoria-geral.

Um pai desesperado chegou a oferecer 10 mil pesos (770 dólares) a Rosa para que devolvesse suas filhas, disse Zerón.

"A Grande Família" foi fundada em 1947 e cuidava de crianças abandonadas por pais problemáticos, diz um texto publicado na página do abrigo no Facebook. O local também proveria educação às crianças.

O financiamento vinha de doações, assim como de empresas e governos, alegava a entidade. Ninguém do abrigo foi encontrado para comentar.

Autoridades estão tratando as crianças por traumas de abuso sexual e psicológico e buscam casas adequadas para abrigá-las, disse o governo.

(Reportagem de Anahi Rama e Alexandra Alper)

Reuters