Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Presidente da França, Emmanuel Macron, durante coletiva de imprensa em Berlim, na Alemanha. 15/05/2017 REUTERS/Fabrizio Bensch

(reuters_tickers)

Por Ingrid Melander e Michel Rose

PARIS (Reuters) - O presidente da França, Emmanuel Macron, de centro, nomeou seu governo nesta quarta-feira contemplando várias colorações políticas ao indicar os ocupantes dos principais cargos do gabinete, parte de sua promessa de transcender a divisão entre esquerda e direita.

Já tendo indicado o conservador Édouard Philippe como seu primeiro-ministro nesta semana, Macron escolheu para o Ministério da Economia Bruno Le Maire, político de direita pró-Europa e fluente em alemão, que pertence ao partido Os Republicanos (LR, na sigla em francês), o mesmo de Philippe.

    Le Maire é defensor do livre mercado e um peso-pesado do LR, que ele incentivou a cooperar com o presidente de 39 anos, embora outros recusem uma aliança.

    Como ministro do Interior Macron selecionou Gerard Collomb, prefeito de Lyon e um dos primeiros membros do Partido Socialista a apoiá-lo.

Jean-Yves Le Drian, até recentemente o ministro da Defesa do governo socialista e amigo próximo do agora ex-presidente francês François Hollande, foi indicado como ministro das Relações Exteriores e ministro para a Europa.

    "Isso mostra que a Europa é a prioridade", disse uma fonte diplomática francesa. "Ele é muito sério e bem quisto, mas não entende muito de política externa."

    Normalmente a chancelaria não inclui a Europa oficialmente.

    Em mais um sinal da importância do continente para Macron, Sylvie Goulard, parlamentar de centro do Parlamento Europeu que fala quatro idiomas e é mais conhecida em Bruxelas do que em Paris, foi escolhida como ministra da Defesa.

    As nomeações são parte do equilíbrio delicado que Macron precisa obter antes das eleições legislativas de meados de junho.

    Ao assumir a Presidência sem o apoio de nenhum partido tradicional, ele já alterou as lealdades dentro destas siglas, e previsões eleitorais iniciais mostram que seu recém-criado República em Marcha (REM) terá mais assentos na câmara baixa do que qualquer outro partido.

    Para garantir uma maioria administrável, cercar-se de pessoas atraídas dos dois polos do espectro político amplia seu apoio e enfraquece os principais partidos estabelecidos, Os Republicanos e Partido Socialista.

    Ao fazê-lo, porém, ele também pode estar elevando o risco de dissidências no futuro.

    "Eles estão tentando criar um governo de consenso para conseguir fazer as coisas, então por ora irei dar a Macron o benefício da dúvida", disse Ion-Marc Valahu, gerente de fundos da consultoria Clairinvest.

    Entre os outros indicados estão François Bayrou, líder do partido de centro Modem, como ministro da Justiça, e Marielle de Sarnez como vice-ministra para a Europa. Gerald Darmanin, do LR, foi nomeado como ministro das Contas Públicas.

    Macron havia prometido incluir membros da sociedade civil em seu governo, e com esse fim escolheu Nicolas Hulot, ambientalista conhecido, para o Ministério da Ecologia.

    A primeira reunião de gabinete irá acontecer na quinta-feira. Christophe Castaner, porta-voz de campanha de Macron, foi apontado como porta-voz do governo.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters