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Uma montagem com as fotos dos candidatos à Presidência da França Marine Le Pen e Emmanuel Macron. 02/03/2017 (esquerda) e 13/04/2017 (direita) REUTERS/Charles Platiau

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Por Richard Balmforth e Dominique Vidalon

PARIS (Reuters) - Os eleitores da França podem esperar por um combate verbal quente quando o político de centro Emmanuel Macron e a candidata de extrema-direita Marine Le Pen se enfrentarem em um debate televisionado na noite desta quarta-feira, no último confronto direto antes do segundo turno de domingo que decidirá o próximo presidente do país.

Pesquisas de opinião mostram Macron, de 39 anos, mantendo uma vantagem de 20 pontos sobre a líder da Frente Nacional faltando só quatro dias para a votação decisiva daquela que é amplamente vista como a eleição francesa mais importante em décadas.

O eleitorado terá que escolher entre Macron, um ex-banqueiro intensamente pró-Europa que quer cortar regulamentações estatais na economia sem desamparar os trabalhadores, e Le Pen, uma eurocética que quer descartar o euro e impor grandes limites à imigração.

Macron terminou o primeiro turno de 23 de abril meros três pontos à frente de Le Pen, mas a expectativa é que ele fique com a maioria dos votos dos socialistas e da centro-direita, cujos candidatos foram eliminados na primeira votação.

Embora Le Pen tenha uma montanha a escalar para alcançar o rival, a campanha tem sido repleta de surpresas, o tom das acusações mútuas têm se elevado e a política experiente de 48 anos tem se mostrado capaz de encurralá-lo com aparições públicas bem calculadas. 

Mais de 20 milhões de telespectadores devem assistir ao debate -- o contingente de eleitores chega perto dos 47 milhões.

Macron alertou que não irá pegar leve com a adversária, cujas propostas --principalmente a estratégia anti-euro e uma abordagem anti-imigrante e nacionalista para os setores de emprego e bem-estar social-- ele diz serem perigosas para a França.

"Não irei empregar invectivas. Não irei usar clichês ou insultos. Irei usar o combate direto para demonstrar que as ideias dela representam soluções falsas", afirmou ele à rede BFM TV.

Le Pen, que retrata Macron como um candidato da alta finança que se disfarça de liberal, disse à Reuters: "Seu programa parece ser muito vago, mas na verdade é uma simples continuação do governo de (presidente socialista) François Hollande".

Uma pesquisa do instituto Cevipof publicada no site do jornal Le Monde desta quarta-feira mostrou Macron ficando com 59 por cento dos votos e Le Pen com os restantes 41 por cento, resultado semelhante ao de pesquisas dos últimos dias.

(Reportagem adicional de Sudip Kar-Gupta, Elizabeth Pineau, Simon Carraud, Ingrid Melander e Michel Rose)

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