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Emmanuel Macron, candidato de centro à Presidência da França. 17/04/2017 REUTERS/Christian Hartmann

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Por Sarah White e Sudip Kar-Gupta

PARIS (Reuters) - O candidato de centro Emmanuel Macron continua como favorito para vencer a eleição presidencial da França, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, embora o levantamento tenha mostrado que o primeiro turno da votação do próximo fim de semana está acirrado demais para permitir previsões.

Quatro candidatos têm chances de ir ao segundo turno, que será realizado duas semanas depois da votação de domingo. A primeira etapa da eleição pode trazer surpresas de última hora, dado que o nível de abstenção previsto e o grau de indecisão são altos.

A tumultuada campanha eleitoral francesa, marcada por resultados inesperados nas duas primárias partidárias mais importantes, pela queda de favoritos iniciais à Presidência e pela ascensão do movimento político independente de Macron, tornou-se cada vez mais tensa à medida que a distância entre os candidatos encolhe.

As apostas são altas para os investidores, já que existem dois concorrentes anti-União Europeia e antieuro entre os quatro.

Macron e a líder de extrema-direita Marine Le Pen perderam fôlego na véspera da votação de domingo, mas ainda se espera que disputem a rodada decisiva de 7 de maio, que o independente deve vencer, de acordo com uma pesquisa Cevipof feita para o jornal Le Monde.

O levantamento é um dos mais abrangentes de uma série de enquetes concorrentes publicadas diariamente.

Le Pen, que na última semana insistiu em sua mensagem central de combater a imigração, caiu 2,5 pontos percentuais e tem 22,5 por cento das intenções de voto na comparação com o início de abril, e Macron recuou 2 pontos percentuais e hoje tem 23 por cento das intenções para o primeiro turno, disse o instituto Cevipof.

Jean-Luc Mélenchon, político de extrema-esquerda que cresceu nas últimas semanas, tem 19 por cento das intenções de votos, segundo a pesquisa, e o líder conservador François Fillon, que se recupera de um escândalo de nepotismo, 19,5 por cento.

A abstenção, um fator crucial que aumenta a incerteza com o desfecho do primeiro turno, pode chegar a 28 por cento, de acordo com o Cevipof.

Em linhas gerais os números do Cevipof se harmonizam com tendências recentes de pesquisas que mostram uma corrida extremamente disputada.

Reuters

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