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Por Ingrid Melander

PARIS (Reuters) - Os eleitores franceses votaram neste domingo no primeiro turno de uma eleição parlamentar que deve dar ao presidente Emmanuel Macron a forte maioria necessária para conduzir as amplas reformas econômicas e sociais que prometeu.

A votação para eleger os 577 membros da Câmara dos Deputados acontece um mês após Macron, um ex-banqueiro de 39 anos com pouca experiência política, ter desafiado as chances ao conquistar a Presidência da segunda maior economia da zona do euro.  

Se, como preveem as pesquisas, Macron e seu incipiente partido obtiverem a maioria no segundo turno, na semana que vem, será um novo golpe para os grandes partidos de direita e esquerda, que não conseguiram emplacar um candidato na eleição presidencial.

“Nós queremos uma grande maioria para sermos capazes de agir e transformar a França nos próximos cinco anos”, disse à Reuters Mounir Mahjoubi, um empreendedor do setor de tecnologia que está concorrendo pela legenda A República em Marcha (LREM, na sigla em francês), enquanto angariava apoio em seu distrito eleitoral na zona norte de Paris antes da votação.

As pesquisas de opinião apontam que o LREM e seus aliados de centro-direita MoDem conquistem pelo menos 30 por cento dos votos neste domingo.

O conservador partido Republicano e seus aliados os seguem com cerca de 20 por cento, acima da Frente Nacional, de extrema-direita, com cerca de 17 por cento.

Tal resultado se transformaria em uma maioria esmagadora no segundo turno, mostram as pesquisas de opinião.

“Eu acredito que os eleitores estão bastante mobilizados em favor do LREM”, disse George Garion, um administrador de empresas de 64 anos, antes do início da votação em Paris. “Nós estamos vendo um tipo de coesão da maioria, é a democracia trabalhando”.

O comparecimento foi menor neste domingo do que havia sido cinco anos atrás, quando as eleições parlamentares aconteceram pela última vez.

Segundo o Ministério do Interior, 40,75 por cento tinham votado até as 12h (horário de Brasília), bem abaixo dos 48,31 por cento registrados na eleição de 2012.

Embora prever o resultado possa ser complicado, com 7.882 candidatos disputando assentos no Parlamento, até mesmo os rivais do LREM têm dito que esperam que Macron obtenha a maioria.  

Sua estratégia tem sido convocar os eleitores para garantir que a oposição seja grande o suficiente para ter alguma influência no Parlamento. “Nós não teremos um partido monopolizador”, disse o ex-primeiro ministro Bernard Cazeneuve, um socialista, à Reuters.

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