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Presidente da França, Emmanuel Macron, durante evento no Palácio do Eliseu em Paris. 21/05/2017 REUTERS/Philippe Wojazer

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PARIS (Reuters) - O presidente francês, Emmanuel Macron, tentará convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira, a manter o apoio dos EUA ao acordo global de combate às mudanças climáticas antes da reunião do G7, onde atualmente não há consenso sobre a questão, disseram diplomatas.

Trump, que diz não acreditar que as mudanças climáticas sejam causadas pelo homem e que fez campanha prometendo "cancelar" o Acordo de Paris de 2015, adiou uma decisão prevista para decidir se os EUA ficam ou saem do pacto que deveria ocorrer antes de uma reunião de 26-27 de maio na Itália.

Um recém-chegado na diplomacia internacional, Macron viaja na quinta-feira para Bruxelas para reunião da Otan, antes de partir para a Sicília para o encontro do G7, que também inclui Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Canadá.

Antes da Otan, ele se encontrará com Trump pela primeira vez para um almoço informal que irá testar imediatamente suas habilidades diplomáticas, dada a natureza imprevisível do líder norte-americano e o desejo da França de garantir que os EUA não reneguem o acordo climático.

"O que está em jogo é ser firme sobre o acordo de Paris", disse um diplomata sênior francês, acrescentando que Macron colocará seu caso a Trump nas conversas na capital belga. "Não queremos que os EUA se retirem pois seria um sinal muito ruim e levaria outros a saírem."

Diplomatas afirmam que não há acordo sobre essas questões antes da reunião do G7, o que significa que líderes buscarão chegar a um acordo entre si durante o encontro.

"Os EUA não aceitaram (uma posição comum) durante as negociações ministeriais... então uma das questões chave é tentar obter um comprometimento de todos os membros do G7 e dos norte-americanos", disse um segundo diplomata.

Ele acrescentou que há uma possibilidade de a Presidência italiana divulgar um comunicado separado sobre mudanças climáticas caso Trump não apoie o acordo de Paris.

"É estranho pois normalmente o comunicado final é acordado 10 dias antes, mas aqui nós provavelmente estaremos negociando durante a noite entre sexta-feira e sábado."

(Reportagem de John Irish e Marine Pennetier)

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Reuters