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PARIS (Reuters) - Emmanuel Macron foi eleito presidente da França neste domingo, derrotando Marine Le Pen, uma nacionalista de extrema-direita que ameaçou retirar o país da União Europeia, mostram as primeiras projeções sobre o resultado do pleito.

A vitória do candidato centrista deve ser significativa, aliviando preocupações de aliados europeus que temiam outra agitação populista na sequência da decisão em referendo do Reino Unido por deixar a União Europeia e da eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

O ex-banqueiro de investimentos de 39 anos, que foi ministro da Economia por dois anos, mas nunca havia ocupado um cargo eletivo, irá agora se tornar o mais jovem líder francês desde Napoleão, sob uma promessa de superar ultrapassadas divisões entre esquerda e direita.

Três projeções, divulgadas minutos após o fechamento das urnas, às 8 horas da noite no horário local, mostraram Macron vencendo Le Pen com cerca de 65 por cento contra 35 por cento, uma margem maior que os 20 por cento estimados em pesquisas anteriores.

Ainda assim, o desempenho de Le Pen é um recorde para seu partido, a Frente Nacional, cujas políticas anti-imigrantes o faziam até recentemente um pária no cenário francês, o que ressalta a escalada das divisões que Macron agora tentará superar.

As políticas anti-imigração, a favor de elevados gastos e o nacionalismo de Le Pen preocuparam os mercados financeiros, mas tiveram forte apelo junto a muitos dos mais pobres em meio a um cenário de desemprego elevado, tensões sociais e preocupações com segurança.

A fatia dos votos obtida por Le Pen foi quase o dobro da obtida por seu pai Jean-Marie, último candidato da Frente Nacional a disputar o segundo turno das eleições presidenciais, contra Jacques Chirac, em 2002.

(Por Sudip Kar-Gupta)

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Reuters