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Manifestante usa máscara durante protesto contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas. 10/06/2017 REUTERS/Ivan Alvarado

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CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse no domingo que irá pedir ao papa Francisco que convença a oposição a não levar crianças para participar dos protestos violentos que vêm abalando o país, enquanto os dois lados do conflito estão buscando ajuda da Igreja Católica.

É comum ver adolescentes usando máscaras e atirando pedras nas manifestações antigoverno que ocorrem com frequência na capital Caracas desde abril. Ao menos seis das 67 pessoas mortas nos protestos tinham menos de 18 anos.

Maduro disse que partidos de oposição estão "treinando crianças para grupos terroristas", usando sua terminologia preferida para os manifestantes que ele diz estarem determinados a derrubar o governo da nação produtora de petróleo.

"Irei pedir ao papa Francisco que nos ajude para que a oposição acabe com a violência, mas, mais do que tudo, para que pare de procurar envolver crianças em atos violentos", disse em seu programa de televisão semanal.

Exigindo que eleições adiadas sejam realizadas e revoltados com a escassez de alimentos e remédios, milhares de manifestantes essencialmente pacíficos têm ido às ruas desde abril. Grupos menores que atiram pedras e coquetéis molotov vêm sendo confrontados com gás lacrimogêneo, canhões de água e outros métodos do batalhão de choque.

As duas partes se voltaram ao Vaticano como mediador de uma solução, mas conversas mediadas pela igreja no final do ano passado terminaram rapidamente em atritos.

O relacionamento entre a hierarquia católica venezuelana e o governo vem se tensionando neste ano, que já testemunhou uma série de incidentes violentos em igrejas e outras instituições religiosas.

Na quinta-feira, a conferência de bispos da Venezuela entregou um carta ao papa na qual acusa o governo de se transformar em uma ditadura.

Os bispos também se alinharam com a visão oposicionista segundo a qual o plano de Maduro de convocar uma Assembleia Constituinte para reescrever a constituição após eleições em 30 de um julho é uma artimanha pra alterar as regras do jogo e se consolidar no poder.

Maduro afirma que a nova constituição irá resolver a crise política.

Grupos de direitos humanos vêm criticando a reação de Caracas às manifestações, dizendo que o "uso de força excessiva" e a militarização agravaram a violência, enquanto autoridades governamentais dizem que o mundo está fazendo vista grossa para a brutalidade da oposição, citando agentes de segurança baleados e algumas pessoas queimadas.

Também no domingo o líder opositor detido Leopoldo López conclamou os soldados venezuelanos a se rebelarem para cumprir a constituição e se opor às ordens do governo de agir contra os manifestantes.

(Por Eyanir Chinea e Girish Gupta)

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