CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta sexta-feira que sua decisão de permitir transações em dólar na nação sul-americana assolada pela crise econômica foi "correta" e tomada "em meio a uma guerra".

Maduro acusa os Estados Unidos de travarem uma "guerra econômica" com o país-membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) por meio de sanções contra o setor de petróleo. A economia atravessa o sexto ano de recessão, marcada por hiperinflação, escassez de produtos básicos e a emigração de milhões de venezuelanos.

Ao ser indagado pela Reuters se o aumento das transações em dólar não exacerba a desigualdade entre os venezuelanos com acesso à moeda estrangeira e os restantes, Maduro respondeu que a mudança "injetou oxigênio" na economia e pediu que seu gabinete "reflita" sobre seus efeitos adversos.

"Estou ciente das desigualdades que resultam disso", afirmou Maduro aos repórteres em uma coletiva de imprensa rara com a mídia internacional. "Temos uma economia de resistência em uma situação de guerra econômica."

(Por Brian Ellsworth)

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