Reuters internacional

Por Andrew Cawthorne

CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Nicolas Maduro, disse neste domingo prever que as eleições estaduais ocorram ainda neste ano, mas oponentes exigem a convocação de eleições mais abrangentes para substituí-lo na presidência em meio a protestos que já deixaram 29 mortos.

O atraso na eleição de governadores de 23 Estados do país - inicialmente prevista para 2016 - é uma de uma série de queixas da oposição contra o governo de Maduro, acusado pelos inimigos de ter se tornado um ditador e de destruir a economia local.

Em seu programa semanal de TV "Domingos com Maduro, o líder socialista de 54 anos afirmou que as eleições governamentais ocorrerão ainda neste ano, embora a agenda real da oposição seja derrubá-lo por meio de um golpe apouado pelos Estados Unidos.

"Estou ansioso pela convocação de um processo eleitoral", disse Maduro, acrescentando que o conselho eleitoral, ou CNE, primeiro tem que finalizar a legalização dos partidos políticos.

"Então o CNE fixara as eleições pendentes para governador para este ano... O problema da Venezuela não é que não ocorrerão eleições este ano. O problema da Venezuela é que um império nas mãos de extremistas quer tomar nosso petróleo e dar um golpe", completou o presidente venezuelano.

O partido governista controla 20 Estados, mas pesquisas de opinião indicam que a oposição agora venceria a maioria deles, dada a fúria dos eleitores com a brutal recessão econômica do país.

As próximas eleições presidenciais estão previstas para o fim de 2018, mas a oposição quer que sejam adiantadas para este ano e seguidas de eleições legislativas, estaduais e municipais.

Reuters

 Reuters internacional