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Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, discursa em comício em Caracas 14/08/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

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Por Brian Ellsworth e Hugh Bronstein

CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta segunda-feira exercícios militares após a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma possível intervenção armada no país, mas Maduro insistiu que ainda quer conversar com o líder norte-americano.

À medida que Maduro dizia a apoiadores em Caracas para se preparem para uma invasão “imperialista”, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, buscou diminuir preocupações na região sobre a fala de Trump, prometendo uma solução pacífica para o “colapso” da Venezuela em direção "a uma ditadura”.

O impopular Maduro, lutando com uma economia em ruínas em casa e crescente isolamento diplomático no exterior, usou os comentários de Trump na sexta-feira para reafirmar longas acusações de que Washington está preparando um ataque militar.

“Todos têm que se juntar ao plano de defesa, milhões de homens e mulheres, vamos ver se os imperialistas americanos gostam”, disse Maduro a manifestantes, pedindo que se juntassem a operações de dois dias em 26 e 27 de agosto envolvendo soldados e civis.

Milhares de apoiadores do governo realizaram campanha em Caracas, onde denunciaram a sugestão de Trump de uma “opção” militar para resolver a crise venezuelana.

Mais de 120 pessoas foram mortas desde que protestos anti-governo começaram em abril, movidos pela raiva gerada pela escassez de alimentos e medicamentos e pela criação de uma Assembleia Constituinte que governos ao redor do mundo dizem ser ditatorial.

Maduro disse que assessores de Trump confundiram o presidente dos EUA sobre a situação verdadeira na Venezuela.

“Eu quero conversar por telefone com o Sr. Trump, para lhe dizer que ‘eles estão lhe enganando, Trump, tudo que lhe dizem sobre a Venezuela é uma mentira. Eles estão lhe jogando de um penhasco’”.

A Casa Branca rejeitou na semana passada o pedido de Maduro para falar com Trump, dizendo que o presidente irá conversar com o líder da Venezuela quando o país voltar à democracia.

Anteriormente nesta segunda-feira, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, apareceu em transmissão televisionada com dezenas de tropas prontas para a batalha atrás dele, incluindo soldados com lança-mísseis apontados para o céu.

Em discurso, ele alertou que os EUA querem roubar as reservas de petróleo do país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

(Reportagem adicional de Tim Ahmann, em Washington, e Julia Symmes Cobb, em Bogotá)

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Reuters