Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Por Umberto Bacchi

ROMA (Thomson Reuters Foundation) - O número de pessoas enfrentando fome severa no mundo ultrapassou os 100 milhões e vai aumentar se a ajuda humanitária não for acompanhada de mais apoio para os agricultores, disse uma importante autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU).

Dominique Burgeon, diretor da divisão de emergência da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), disse que estudos recentes mostraram que em 2016 102 milhões de pessoas enfrentavam desnutrição aguda, o que significa que elas estão à beira da fome, num aumento de quase 30 por cento em relação aos 80 milhões de 2015.

O aumento se deu principalmente por causa do aprofundamento das crises no Iêmen, no Sudão do Sul, na Nigéria e na Somália, onde conflito e seca têm atingido a produção de alimentos, disse ele.

"Ajuda humanitária tem mantido até agora muitas pessoas vivas, mas a situação da segurança alimentar delas continua a deteriorar”, disse Burgeon à Thomson Reuters Foundation.

Mais investimentos são necessários para ajudar que as pessoas se alimentem de plantações e rebanhos, acrescentou.

"Nós vamos com aviões, nós proporcionamos ajuda alimentar e conseguimos mantê-los vivos, mas não investimos o suficiente no sustento dessas pessoas”, declarou ele.

"Nós evitamos que eles entrem numa situação de fome, mas não somos bons em retirá-los do penhasco, para longe da insegurança alimentar.”

A ONU disse no mês passado que mais de 20 milhões de pessoas, mais do que a população da Romênia ou da Flórida, nos Estados Unidos, correm o risco de morrer de fome dentro de seis semanas em quatro situações de crise.

Guerras no Iêmen, no nordeste da Nigéria e no Sudão do Sul acabam com lares e fazem os preços subir, enquanto que uma seca no leste africano tem arruinado a economia agrícola.

Reuters