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Por Hamuda Hassan e John Davison

MOSUL, Iraque (Reuters) - As forças armadas iraquianas afirmaram neste domingo que retiraram 61 corpos de um prédio destruído e que estava ocupado pelo Estado Islâmico, no Oeste de Mosul, mas sem sinais de que o local tenha sido atingido por um ataque aéreo da coalizão.

A declaração militar difere dos relatos de testemunhas e autoridades locais que disseram que cerca de 200 corpos foram retirados do edifício depois de um ataque da coalizão na semana passada, direcionada para militantes do Estado Islâmico e aos equipamentos no distrito de Jadida.

O que aconteceu no dia 17 de março ainda não está claro e os detalhes são difíceis de confirmar, enquando as forças iraquianas lutam com o Estado Islâmico para reconquistar as partes densamente povoadas da metade ocidental de Mosul, último reduto do grupo militante no Iraque.

Testemunhas descreveram neste domingo as terríveis cenas da explosão de 17 de março, com partes de corpo espalhadas sobre escombros, residentes tentando desesperadamente retirar sobreviventes e outras pessoas soterradas.

"Sentimos a terra tremer como se fosse um terremoto, era um ataque aéreo que alvejava minha rua. Poeira, vidro quebrado e pó eram as únicas coisas que minha esposa, eu e meus três filhos estávamos sentindo ", disse Abu Ayman, morador de Jadida.

"Ouvimos gritos e choros vindo da casa ao lado. Depois que o bombardeio parou, saí com alguns vizinhos e vi que algumas casas na minha rua haviam sido arrasadas."

Enquanto o combate continua, o incidente de Jadida destaca a complexidade das batalhas no Oeste de Mosul, onde os militantes se escondem entre as famílias, usando-os como escudos e colocando em risco cerca de meio milhão de pessoas ainda sob o domínio do Estado Islâmico.

Neste domingo, as forças iraquianas atacaram postos de militantes utilizando helicópteros, além de trocar tiros e disparar foguetes em torno da mesquita de Al Nuri, no Oeste de Mosul, onde o líder do Estado Islâmico declarou seu califado há quase três anos.

Reuters