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Por Richard Balmforth

KIEV (Reuters) - Os conflitos no leste da Ucrânia se intensificaram nesta quarta-feira, quando os separatistas avançaram sobre as posições das forças do governo perto da fronteira com a Rússia e uma iniciativa para um acordo sobre as condições para um cessar-fogo fracassou.

Mais 11 soldados ucranianos foram mortos em 24 horas, enquanto centenas de corpos de rebeldes foram encontrados em covas rasas em um antigo reduto separatista, disse o Exército.

Os combates se intensificaram drasticamente desde sexta-feira com a derrubada de um avião militar ucraniano e as mortes de civis em ataques aéreos e de artilharia em áreas residenciais de ambos os lados da fronteira. A Rússia e a Ucrânia atribuem um ao outro a responsabilidade pelos ataques.

As acusações de envolvimento direto da Rússia no conflito de três meses e meio, em que centenas de pessoas morreram, estão sendo reforçadas pela Ucrânia para convencer os Estados Unidos e seus aliados europeus a impor sanções mais duras à Rússia.

Em conversas telefônicas com a chanceler alemã, Angela Merkel, e Herman Van Rompuy, Presidente do Conselho Europeu, na noite de terça-feira, o presidente Petro Poroshenko novamente apontou as evidências de combatentes que cruzam da Rússia para a Ucrânia com equipamento militar pesado, informou seu website.

O primeiro-ministro Arseny Yatseniuk fez duras críticas ao presidente russo, Vladimir Putin.

"Tudo o que está acontecendo na Ucrânia foi planejado pela Rússia desde 2004. Putin tem um plano claro que é destruir a Ucrânia e estabelecer a sua influência no espaço pós-soviético", ele disse.

Andriy Lysenko, um porta-voz do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia, disse aos jornalistas que os separatistas mantiveram os ataques durante a noite aos postos do governo ao longo da fronteira.

As tropas do governo foram alvo de emboscadas por separatistas em Izvarino, na fronteira. Houve confrontos da madrugada, perto da fronteira da localidade de Stepanivka quando separatistas tentaram romper o cerco do Exército.

Lysenko afirmou que depois da interrupção das operações aéreas devido à derrubada do avião militar, aviões de guerra ucranianos já receberam o sinal verde para retomar os voos sobre o leste.

"Eles ... já estão apoiando nossas forças terrestres nas regiões onde os confrontos mais difíceis estão acontecendo", disse ele.

O número de vítimas seria de quase 270 militares ucranianos mortos desde que o governo lançou uma operação "antiterrorista" em abril para aniquilar os rebeldes. Centenas de civis e rebeldes foram mortos nesse período.

Reuters