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Iraquianas levam retrato do premiê Nuri al-Maliki em protesto a favor dele. 13/08/2014 REUTERS/Ahmed Saad

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BAGDÁ (Reuters) - O iraquiano Nuri al-Maliki disse nesta quarta-feira que a indicação de Haider al-Abadi para substituí-lo como primeiro-ministro do Iraque é uma violação à Constituição e “não tem validade”.

Em um discurso televisionado, Maliki disse que todos devem aceitar a decisão pendente de um tribunal federal sobre a objeção feita por ele à indicação de Abadi, e disse que seu governo continuaria até que uma decisão final seja tomada.

Abadi recebeu aval dos Estados Unidos e do Irã, na terça-feira, após pedir que líderes políticos acabem com as brigas que permitiram que militantes islâmicos tomassem um terço do território iraquiano. 

A televisão estatal relatou nesta quarta-feira que Abadi estava trabalhando na formação de um novo gabinete e desenvolvendo um programa de governo em acordo com outros blocos políticos.

Mas Maliki até agora tem se recusado a deixar o poder, após oito anos como premiê.

Críticos acusam o xiita de marginalizar, durante seu governo, a comunidade sunita que antes dominava o país e, assim, piorar a crise no país. 

Nesta quarta-feira, Maliki disse que a decisão de indicar Abadi como primeiro-ministro não era válida sem uma decisão do Tribunal Federal sobre um apelo apresentado por ele na terça-feira contra a decisão de dar a Abadi o poder de formar um novo governo. 

“A violação que ocorreu não tem validade e suas consequências não tem efeito”, disse ele. 

“O governo continua, e não será mudado exceto após o Tribunal Federal emitir sua decisão."

(Por Raheem Salman)

Reuters