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O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, concede entrevista à Reuters em Bagdá, no Iraque, em janeiro. Ele renunciou nesta quinta-feira. 12/01/2014 REUTERS/Thaier Al-Sudani

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BAGDÁ (Reuters) - Enfrentando enorme pressão em casa e no exterior para renunciar, Nuri al-Maliki desistiu da intenção de buscar um terceiro mandato como primeiro-ministro do Iraque nesta quinta-feira e prometeu apoiar seu substituto, o xiita moderado Haider al-Abadi.

Falando na televisão estatal ao lado de Abadi e outros políticos xiitas, Maliki comentou a grave ameaça "terrorista" dos sunitas do Estado Islâmico antes de comunicar sua desistência de se manter no cargo.

“Anuncio hoje diante de vocês, para facilitar o movimento do processo político e a formação do novo governo, a retirada de minha candidatura em favor do irmão e doutor Haider al-Abadi", declarou Maliki.

Abadi é visto como uma figura bem menos polarizadora e com chance de unir os iraquianos contra os insurgentes sunitas, que capturaram grandes áreas do país no norte e no oeste, incluindo a maior represa iraquiana e cinco campos de petróleo.

O anúncio deve agradar a minoria sunita, que dominou o Iraque no tempo do governo de mão de ferro de Saddam Hussein, mas que foi escanteada por Maliki, que assumiu em 2006 com grande apoio dos Estados Unidos.

Críticos acusam Maliki de ser um líder autoritário com um projeto segregacionista que induziu os sunitas, incluindo tribos fortemente armadas, a se unir ao Estado Islâmico e reviveu a guerra civil sectária.

Governando de forma interina desde uma eleição inconclusiva em abril, Maliki resistiu até o último minuto, desafiando pedidos de curdos, sunitas, xiitas, da potência regional Irã e dos Estados Unidos para renunciar.

Maliki fez o anúncio ao lado de clérigos, políticos e militares, uma aparente tentativa de mostrar que os líderes iraquianos chegaram a um consenso para uma mudança.

(Reportagem de Michael Georgy)

Reuters