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Manifestantes pedem a renúncia do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, na cidade do Cabo. 07/04/2017 REUTERS/Sumaya Hisham

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Por Ed Stoddard e TJ Strydom

PRETÓRIA/JOANESBURGO (Reuters) - Johanesburgo testemunhou episódios de violência nesta sexta-feira, quando mais de 50 mil pessoas marcharam em cidades da África do Sul para protestar contra o presidente Jacob Zuma, exigindo sua renúncia após uma reforma ministerial que desencadeou a crise mais recente do governo.

A polícia "disparou balas de borracha contra os manifestantes que estavam atacando outros manifestantes com pedras. Quatro manifestantes sofreram ferimentos leves", informou o porta-voz do Departamento da Polícia Metropolitana de Johanesburgo, Wayne Minaar.

Alguns apoiadores do CNA tentaram romper um cordão que os separava dos membros da opositora Aliança Democrática. Em outros locais da cidade as passeatas foram pacíficas.

A demissão do ministro das Finanças, Pravin Gordhan, na reforma ministerial da semana passada revoltou aliados e opositores de Zuma e causou divisões no partido governista Congresso Nacional Africano (CNA), que governo o país desde o fim do regime da minoria branca em 1994.

A agência de classificação de risco Fitch acompanhou a S&P nesta sexta-feira e rebaixou a África do Sul para a categoria "junk", citando a dispensa de Gordhan como uma das razões. A S&P anunciou seu rebaixamento em uma avaliação não programada na segunda-feira.

Zuma, de 74 anos, já enfrentou outros protestos. Na quarta-feira o CNA rejeitou os pedidos para que ele renuncie, e analistas duvidam que as marchas abalem o presidente, dizendo que seus partidários no Parlamento votariam contra uma moção de desconfiança contra ele no dia 18 de abril, uma das principais motivações das marchas desta sexta-feira.

(Reportagem adicional de Marius Bosch, Olivia Kumwenda-Mtambo, Nqobile Dludla e Tanisha Heiberg em Joanesburgo, Wendell Roelf na Cidade do Cabo Rogan Ward em Durban)

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