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Por Parisa Hafezi

ANCARA (Reuters) - Iranianos participaram de grandes passeatas no Irã nesta sexta-feira para expressar solidariedade aos palestinos, e pediram que eles continuem com sua luta apesar da invasão de Israel a Gaza, segundo informações da televisão estatal do país.

Vídeos mostraram centenas de milhares de pessoas em passeata na capital, Teerã. Elas gritavam “Morte a Israel” e “Morte à América” e levavam fotos de crianças palestinas mortas em Gaza.

A mídia estatal disse que “milhões” de pessoas se reuniram em passeatas em todo o país, convocadas para marcar o dia anual de solidariedade aos palestinos no Irã.

O governo iraniano condenou a ofensiva de Israel em Gaza, que até esta sexta-feira matou mais de 800 pessoas, a maioria delas civis, e também expressou apoio ao grupo islâmico Hamas, que controla Gaza.

Os apoiadores iranianos carregavam cartazes que diziam “Defender Gaza e a Palestina é nosso dever religioso”.

“Estamos prontos para apoiar nossos irmãos e irmãs palestinos em Gaza. Estamos prontos para sacrificar nosso sangue por eles”, disse um homem de cerca de 40 anos à televisão estatal na cidade de Zahedan, sul do Irã.

As pessoas condenaram o apoio dos Estados Unidos a Israel e queimaram bandeiras norte-americanas e israelenses. A TV estatal disse que eles também criticaram outros governos, os quais disseram que permaneceram em silêncio sobre os “crimes contra a humanidade” cometidos por Israel.

O aiatolá Ahmad Khatami disse a fiéis nas orações de sexta-feira na Universidade de Teerã que muçulmanos em todo o mundo deveriam se unir contra Israel.

“Pressionem seus governos para boicotar esse regime (Israel). Todos os muçulmanos deveriam dar as mãos contra esse regime”, afirmou.

Israel e EUA há tempos acusam o Irã de fornecer armas para o grupo palestino Hamas, considerado por Washington e pela União Europeia como um grupo terrorista. O Irã diz que fornece apoio moral, financeiro e humanitário.

No entanto, o presidente do Parlamento do Irã, Ali Larijani, disse na quinta-feira que Teerã havia fornecido ao Hamas “tecnologia para produzir armas”, segundo declarações feitas à TV al-Alam.

Reuters