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Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, durante evento em Munique, na Alemanha. 17/02/2017 REUTERS/Michael Dalder

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Por Phil Stewart

LONDRES (Reuters) - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, disse ao primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, nesta quinta-feira, que Washington está comprometida em proteger o aliado, disse uma porta-voz, depois que Ancara expressou revolta com a decisão dos EUA de armar combatentes curdos na Síria.

A reunião de cerca de meia hora em Londres pareceu ser a conversa de mais alto nível entre as duas nações desde que os EUA anunciaram, na terça-feira, planos para apoiar as Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo) em um ataque para retomar a cidade síria de Raqqa do Estado Islâmico.

A Turquia considera as YPG como o ramo sírio do proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que vem mantendo uma insurgência no sudeste turco desde 1984 e é considerado um grupo terrorista por EUA, Turquia e Europa.

Uma autoridade norte-americana disse à Reuters que seu país quer intensificar a cooperação de inteligência com os turcos para auxiliar sua luta contra o PKK. O jornal Wall Street Journal noticiou que a iniciativa pode dobrar os recursos de um centro de fusão de inteligência em Ancara.

Mas não ficou claro se esse esforço irá bastar para acalmar a Turquia, que alertou os EUA que sua decisão de armar forças curdas que combatem o Estado Islâmico na Síria pode acabar prejudicando Washington, e acusou seu parceiro na Otan de se alinhar aos terroristas.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, que irá se encontrar com o presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington na semana que vem, expressou a esperança de que o governo norte-americano reverta a decisão.

A porta-voz do Pentágono, Dana White, revelou pouco sobre a reunião de Mattis com Binali na capital inglesa, onde ambos participam de uma conferência sobre a Somália.

"O secretário reiterou o compromisso dos EUA de proteger seu aliado da Otan", disse ela em um comunicado após a conversa.

Falando na quarta-feira, Mattis expressou a confiança de que os EUA conseguirão resolver as tensões com a Turquia no tocante à decisão de armar os curdos, dizendo: "Iremos solucionar qualquer uma das preocupações".

Também na quarta-feira Yildirim disse aos repórteres que a medida norte-americana "certamente terá consequências e irá produzir um resultado negativo também para os EUA".

Os norte-americanos consideram as YPG um parceiro valioso na luta contra os militantes do Estado Islâmico no norte da Síria. Washington sustenta que armar as forças curdas é necessária para recapturar Raqqa, a capital de fato dos radicais em solo sírio e um polo para o planejamento de ataques contra o Ocidente.

Esse argumento tem pouco peso em Ancara, que teme que os avanços das YPG no norte sírio incentivem a atuação do PKK em solo sírio.

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Reuters