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Palestino em meio às ruínas de casas destruídas na Cidade de Gaza. 06/08/2014 REUTERS/Finbarr O'Reilly

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Por Nidal al-Mughrabi e Lin Noueihed

GAZA/CAIRO (Reuters) - Mediadores trabalhavam contra o relógio nesta quinta-feira para conseguir estender a trégua na Faixa de Gaza entre Israel e palestinos, à medida que o atual cessar-fogo de 72 horas entra em seu último dia.

Israel tem demonstrado interesse em concordar com um prolongamento do cessar-fogo, e os mediadores egípcios buscam negociar uma trégua duradoura para a guerra que devastou o enclave controlado pelo Hamas, enquanto os palestinos colocam como condição a interrupção do bloqueio egípcio-israelense e a libertação de prisioneiro detidos por Israel.

"Negociações indiretas estão em andamento e ainda temos hoje para garantir isso", disse uma autoridade egípcia ao ser questionada se seria possível a continuação da trégua para além de sexta-feira.

"Os objetivos do Egito são estabilizar e estender a trégua com um acordo de ambos os lados e abrir negociações em direção a um acordo permanente de cessar-fogo e alívio de restrição à fronteira", acrescentou.

Após um mês de duros combates, os dois lados se recusam a reunir-se face a face.

Uma autoridade israelense disse na quarta-feira à noite que Israel "expressou sua disposição para estender a trégua sob os termos atuais" para além de sexta-feira de manhã, quando expira o cessar-fogo de três dias iniciado na terça-feira, respeitado até o momento.

Mas o líder do Hamas baseado no Cairo, Moussa Abu Marzouk, disse: "Se havia uma oportunidade de paz, foi perdida junto com os corpos de nossas crianças e os escombros de nossas casas".

Uma fonte do Hamas disse que o braço militar do grupo estava pronto para retomar os confrontos assim que a trégua terminar, a menos que suas exigências sejam atendidas.

O comandante das Forças Armadas de Israel, o general Benny Gantz, disse que se o Hamas violar a trégua, Israel usaria "a força que for necessária para garantir a segurança dos cidadãos israelenses".

(Reportagem adicional de Ali Sawafta, em Ramallah; Allyn Fisher-Ilan e Ori Lewis, em Jerusalém; e Maggie Fick, no Cairo)

Reuters