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Por Rina Chandran

MUMBAI (Thomson Reuters Foundation) - Uma menina de 10 anos vítima de estupro, que teve um pedido de aborto negado pela Suprema Corte da Índia, deu à luz nesta quinta-feira um bebê, em um caso que provocou indignação sobre o abuso sexual de crianças no país.

A menina não sabia que estava grávida e que deu à luz uma menina. Seus pais disseram à filha que ela passaria por uma cirurgia para remover uma pedra.

"A menina está bem, ela está se recuperando. Nós esperamos que ela seja liberada no início da próxima semana", disse o médico Dasari Harish, que lidera um comitê que supervisiona o tratamento da menina.

A vítima, cuja identidade foi mantida em segredo, deu à luz uma menina através de uma cesariana em um hospital público na cidade de Chandigarh, disse Harish.

"Os pais da menina se recusaram a assumir a guarda da criança, e concordaram em colocá-la para adoção através da agência estatal. Eles disseram que não querem nem ver a criança", disse à Thomson Reuters Foundation.

Relatos da mídia local disseram que a menina foi estuprada por um tio, que agora está preso.

A gravidez foi descoberta quando a menina foi levada para um hospital no último mês reclamando de dores no estômago, e descobriu-se que ela estava grávida de 30 semanas.

Um tribunal local se recusou a conceder um aborto à menina, afirmando que seria muito arriscado devido a fase avançada da gravidez. Um recurso na Suprema Corte foi rejeitado pelo mesmo motivo no dia 28 de julho.

A lei na Índia proíbe abortos após 20 semanas de gravidez, a não ser que a vida da mãe esteja em perigo, ou em circunstâncias excepcionais.

(Reportagem de Rina Chandran)

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Reuters