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Presidente da China, Xi Jinping, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, em Hangzhou. 05/09/2016 REUTERS/Etienne Oliveau

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Por Noah Barkin

BERLIM (Reuters) - Quando o presidente Xi Jinping subiu ao palco de Davos em janeiro e retratou a China como uma defensora do livre mercado pronta para ocupar o posto de liderança global deixado vago pelos Estados Unidos, as autoridades da Alemanha não conseguiram conter um riso sutil.

A expectativa era que Donald Trump, que iria tomar posse como presidente dos EUA dias mais tarde, logo iria refrear sua retórica de campanha protecionista e reparar os laços com aliados ocidentais, deixando pouco espaço para Pequim.

Seis meses depois, quando Xi chega a Berlim para uma visita altamente simbólica à chanceler alemã, Angela Merkel, antes da cúpula do G20 de Hamburgo, o que parecia risível no ar rarefeito das montanhas dos alpes suíços não é mais tão absurdo.

Apesar das preocupações com os direitos humanos na China, das frustrações com o acesso ao mercado e dos temores de uma onda de aquisições corporativas de estatais chinesas na Europa, a Alemanha está se vendo forçada a uma aproximação incômoda com Pequim, já que Trump dobrou a aposta em sua promessa de colocar a "América Em Primeiro Lugar".

Para Merkel, a anfitriã do G20, Xi é um aliado e Trump um rival problemático no tocante a alguns dos temas mais importantes na agenda em Hamburgo -- do comércio à mudança climática e ao desenvolvimento econômico na África.

Assim, Merkel irá jantar com Xi nesta terça-feira e combinar uma estratégia para a cúpula com ele durante um almoço na quarta-feira.

Depois disso, os dois líderes irão se permitir um momento de "diplomacia do panda" clássica, inaugurando um complexo chinês de 10 milhões de dólares no Zoológico de Berlim para Meng Meng e Jiao Qing, dois pandas gigantes que a China está emprestando à Alemanha como sinal de amizade.

"Para Pequim, o objetivo é se apresentar como uma potência generosa, cooperativa e amigável, em casa e no exterior", disse Sebastian Heilmann, diretor do Instituto Mercator para Estudos Chineses de Berlim. "Ele também serve para distrair de tópicos politicamente controversos".

(Reportagem adicional de Ben Blanchard em Pequim e Andrea Shalal em Berlim)

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Reuters