Por Paul Carrel e Michelle Martin

BERLIM (Reuters) - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, reafirmou nesta quinta-feira que deixará a política depois de cumprir um quarto mandato, acabando com os rumores de que pode aceitar um cargo importante na União Europeia em Bruxelas.

"Não estou disponível para mais nenhum cargo político, seja onde for – inclusive na Europa", disse a líder de 64 anos em uma coletiva de imprensa conjunta com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, que visitou a Alemanha.

    A especulação sobre o futuro de Merkel varreu Berlim depois de ela dizer na edição desta quinta-feira que do jornal Sueddeutsche: "Muitas pessoas estão preocupadas com a Europa – inclusive eu. Isso significa que me sinto ainda mais responsável por me unir a outros para fazer com que a Europa tenha um futuro".

    Ela deixou claro na coletiva de imprensa que considera sua função no papel de chanceler promover "uma Europa boa e funcional, dada a situação que temos e a polarização".

    Partidos anti-establishment e eurocéticos de todo o bloco veem as eleições do Parlamento Europeu em 23 a 26 de maio como um momento potencialmente definitivo e esperam que um grande comparecimento fortaleça seus esforços para frear a integração europeia e devolver mais poder às capitais nacionais.

    Merkel é uma figura de peso no palco continental desde 2005. Ela ajudou a UE a atravessar a crise financeira da zona do euro e abriu as portas da Alemanha a imigrantes que fugiam das guerras do Oriente Médio em 2015, uma medida que ainda divide o bloco e seu país.

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