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Combatente das Forças Democráticas da Síria (FDS) tira foto em cima de veículo militar em Raqqa, na Síria 17/10/2017 REUTERS/Rodi Said

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Por John Davison

RAQQA, Síria (Reuters) - Milícias apoiadas pelos Estados Unidos retomaram completamente a cidade síria de Raqqa do Estado Islâmico, informou o grupo de monitoramento Observatório Sírio dos Direitos Humanos nesta terça-feira.

A queda de Raqqa, onde o Estado Islâmico realizou desfiles eufóricos depois de uma sequência de vitórias em 2014, é um símbolo contundente do declínio do movimento jihadista. Foi de Raqqa que o grupo planejou vários ataques no exterior.

As Forças Democráticas da Síria (FDS), uma aliança de milícias curdas e árabes apoiadas por uma coalizão internacional liderada pelos EUA, vêm enfrentando o Estado Islâmico dentro de Raqqa desde junho.

Uma testemunha da Reuters disse que os combates parecem perto do fim, tendo se reduzindo a disparos esporádicos. Combatentes comemoraram nas ruas, entoaram slogans de seus veículos e hastearam uma bandeira no estádio de Raqqa.

Um porta-voz das FDS disse que a aliança capturará as últimas áreas controladas pelo Estado Islâmico na cidade dentro de horas. O estádio e um hospital, que as FDS afirmam ter tomado no início desta terça-feira, eram as últimas bases dos jihadistas.

Um comandante de campo local disse que nenhum combatente do grupo permaneceu no estádio ou no hospital, dois pontos centrais nos quais o Estado Islâmico ficou entrincheirado e onde as FDS disseram ter concentrado os combates da noite de segunda-feira e do início desta terça-feira.

"Sabemos que ainda há artefatos explosivos improvisados e armadilhas explosivas dentro e entre as áreas que o Estado Islâmico ocupou, então as FDS continuarão a vasculhar as áreas deliberadamente", informou o coronel Ryan Dillon, porta-voz da coalizão.

Como sinal de que os quatro meses da batalha de Raqqa estão nos estágios finais, Dillon disse que a coalizão não realizou ataques aéreos no local na segunda-feira.

A luta agora está restrita a um trecho da cidade repleto de crateras de bomba no entorno do estádio que estava sendo alvejado do ar pela coalizão e cercado por combatentes das FDS.

O Estado Islâmico perdeu porções de território na Síria e no Iraque neste ano, incluindo sua posse iraquiana mais valiosa, a cidade de Mosul, e em solo sírio foi obrigado a recuar para uma faixa do vale do rio Eufrates e o deserto ao redor.

(Reportagem adicional de Ellen Francis e Dahlia Nehme, em Beirute)

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Reuters