Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

A parente de uma mulher que recentemente deu à luz a gêmeos segura um dos bebês antes de partir para a fronteira com o Chade, escoltada por tropas da União Africana, em Kaga Bandoro, na República Centro-Africana, em abril. 29/04/2014 REUTERS/Siegfried Modola

(reuters_tickers)

WASHINGTON (Reuters) - Mais membros de comunidades religiosas de todo o mundo foram forçados a abandonar seus lares no ano passado do que em qualquer momento da história recente, disseram os Estados Unidos nesta segunda-feira em seu relatório anual sobre liberdade religiosa.

“Em quase todos os cantos do globo, milhões de cristãos, muçulmanos, hindus e outros, representando uma variedade de credos, foram obrigados a fugir de casa por conta de suas crenças religiosas”, informa o relato.

O documento afirma que centenas de milhares de cristãos fugiram dos três anos de guerra civil na Síria, e que na República Centro-Africana a ausência da lei e a violência sectária entre cristãos e muçulmanos resultaram em 700 mortes registradas só em dezembro, além do deslocamento de mais de um milhão de pessoas em 2013.

O relatório ainda ressaltou atos de violência antimuçulmana em Mianmar que levaram à morte de 100 pessoas e à fuga forçada de 12 mil na área da cidade de Meiktila no início de 2013.

Os discursos de incitação ao ódio e o assédio contra muçulmanos continuaram, e a rivalidade entre budistas e muçulmanos muitas vezes foi explorada com fins políticos, diz o levantamento norte-americano.

Também se chamou atenção para a violência sectária no Paquistão, que causou a morte de mais de 400 muçulmanos xiitas e 80 cristãos, e o julgamento de parentes de pessoas que atearam fogo a si mesmas em manifestações religiosas na China.

Os ataques de viés religioso não se restringiram ao mundo em desenvolvimento, revelou o relatório. O antissemitismo em toda a Europa, visto em fóruns da Internet e em estádios de futebol, “levou muitos indivíduos judeus a ocultar sua identidade religiosa”.

Mas o levantamento também afirmou ter havido situações nas quais pessoas de diferentes crenças trabalharam juntas para se proteger umas às outras.

Um aumento nos ataques a mesquitas na Grã-Bretanha levou um grupo de vigilância de um bairro judeu ortodoxa a ajudar líderes muçulmanos a proteger os edifícios, informou o relatório.

Outros gestos de solidariedade inter-religiosa incluíram muçulmanos ajudando a proteger cristãos formando correntes ao redor de igrejas no Paquistão e ações semelhantes de muçulmanos no Egito.

(Reportagem de David Brunnstrom)

Reuters