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Protesto contra o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), na Cidade do México 16/08/2017 REUTERS/Carlos Jasso

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Por Daina Beth Solomon

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Enquanto negociadores do governo do México tentavam salvar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) durante conversas em Washington, milhares de agricultores e trabalhadores mexicanos foram às ruas na quarta-feira exigindo o fim do acordo.

Carregando cartazes com representações dos característicos estilos de cabelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente do México, Enrique Peña Nieto, os manifestantes disseram que o acordo de 1994 devastou as fazendas mexicanas.

"Nós somos contra o tratado e a renegociação porque ele não beneficiou o país", disse o porta-voz do grêmio universitário Carlos Galindo, refletindo visões amplamente difundidas nos anos iniciais do acordo comercial.

Em um sinal dessa insatisfação, no dia 1º de janeiro de 1994, a guerrilha militar Zapatista iniciou uma revolta armada se opondo ao livre comércio para marcar o primeiro dia do Nafta.

Desde então o fervor passou e a maioria dos mexicanos, incluindo o político de esquerda Andrés Manuel López Obrador, que concorrerá à Presidência no próximo ano, agora apoiam amplamente o acordo, que levou ao crescimento de empregos, especialmente no setor de fabricação de automóveis.

Entretanto, os pequenos agricultores, em sua maioria indígenas, não esqueceram da dolorosa concorrência que relacionam com o acordo de livre comércio.

"O grande perdedor nesses últimos 23 anos tem sido o México, sobretudo, os pequenos agricultores", disse Ernesto Ladron de Guevara, falando em nome de uma união de agricultores, em um parque na frente do Ministério de Relações Exteriores do México.

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Reuters