Por Alun John e Kate Lamb

HONG KONG (Reuters) - Manifestantes de Hong Kong realizaram uma vigília para “mártires” neste sábado e muitos exigiram vingança após um estudante morrer no hospital nesta semana depois de ter sofrido uma queda, o que alimentou a raiva em protestos pró-democracia que começaram em junho.

Milhares de pessoas reuniram-se pacificamente no Tamar Park, perto dos escritórios do governo central, na ex-colônia britânica que retornou às mãos dos chineses em 1997, após terem recebido uma rara permissão da polícia para realização de um protesto à noite.

Os manifestantes cantaram hinos e carregaram flores, com muitos gritando “vingança”, palavra que está sendo ouvida cada vez mais em protestos, num movimento que ganhou ímpeto desde a morte do estudante na sexta-feira, após ele ter caído de um estacionamento de múltiplos andares durante um protesto.

A polícia estimou que 7.500 pessoas foram à vigília deste sábado.

“Não estamos aqui somente para lamentar sua morte, mas para mostrar ao governo, ao Partido Comunista Chinês e ao mundo que as coisas que aconteceram nos últimos seis meses não serão esquecidas”, disse Tom, 26, um funcionário público que pediu que apenas seu primeiro nome fosse usado.

Chow Tsz-lok, 22, estudante da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (UST), caiu, na segunda-feira, enquanto manifestantes eram dispersados pela polícia.

Os protestos frequentemente têm culminado em conflitos entre policiais e manifestantes, criando a pior crise política no território em décadas. A vigília deste sábado, contudo, atraiu estudantes, pessoas mais velhas e algumas crianças, e seguiu tranquila no começo da noite.

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