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Militante condenado por decapitação de jornalista Daniel Pearl será libertado

Retrato do jornalista Daniel Pearl em altar capela em Londres 05/03/2002 REUTERS/Ian Waldie reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. janeiro 2021 - 19:13

Por Syed Raza Hassan e Asif Shahzad

KARACHI, Paquistão (Reuters) - A Suprema Corte do Paquistão ordenou nesta quinta-feira a libertação de um militante islâmico condenado pela decapitação do jornalista norte-americano Daniel Pearl, uma decisão que deixou sua família "completamente chocada", disseram advogados.

Ahmed Omar Saeed Sheikh, o principal suspeito do sequestro e assassinato do repórter do Wall Street Journal em 2002, foi absolvido por uma comissão de três juízes.

"Por uma maioria de dois a um, eles absolveram todas as pessoas acusadas e ordenaram sua libertação", disse o advogado-geral provincial Salman Talibuddin à Reuters.

Pearl, então com 38 anos, investigava ataques de militantes islâmicos em Karachi na esteira dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos quando foi capturado. Um vídeo de sua decapitação veio à tona semanas mais tarde.

Sheikh e os corréus devem ser soltos imediatamente se não forem requisitados para nenhum outro caso, disse o chefe da comissão, juiz Mushir Alam, em uma ordem judicial.

No ano passado, um tribunal de alta instância comutou a pena de morte do britânico Sheikh para prisão perpétua e absolveu seus três corréus citando falta de provas.

O governo e os pais de Pearl contestaram a decisão e apelaram à Suprema Corte para que restitua a pena capital.

(Por Syes Raza Hassan em Karachi e Asif Shahzad e Charlotte Greenfield em Islamabad)

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