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BAGDÁ (Reuters) - Militantes do Estado Islâmico no Iraque apedrejaram um homem até a morte na cidade de Mosul, após um tribunal dos rebeldes tê-lo sentenciado à morte pelo crime de adultério, disseram testemunhas nesta sexta-feira. 

O apedrejamento, que aconteceu na quinta-feira, foi a primeira sentença de punição do tipo que se tem conhecimento realizada no Iraque por militantes do Estado Islâmico, embora casos assim tenham sido relatados na Síria. 

Membros do grupo extremista sunita, que tomou Mosul em junho e também controla grandes faixas de territórios na vizinha Síria, atiraram, decapitaram e crucificaram prisioneiros, além de terem explodido e demolido mesquitas xiitas. 

Os Estados Unidos começaram ataques aéreos contra posições do Estado Islâmico no Iraque neste mês, e, em retaliação, o grupo publicou um vídeo no qual um de seus combatentes decapitou o jornalista norte-americano James Foley. 

Um motorista de taxi que disse ter visto o apedrejamento de quinta-feira em Mosul contou ter parado para ver o que estava acontecendo, ao perceber uma multidão se aglomerando e cerca de 20 veículos do Estado Islâmico parados por perto. 

Alguns militantes estavam juntando pedaços de pedras afiadas, enquanto outro seguravam uma câmera, disse ele. 

Depois, os militantes trouxeram um homem algemado de dentro de um dos veículos, fizeram-no sentar no chão e começaram a atirar pedras contra ele, disse a testemunha. Algumas pessoas da multidão foram embora enquanto o homem gritava não ter “feito nada”, disse o taxista. 

“Eu olhei para essa pessoa, eu vi algumas das pedras acertarem sua cabeça, e então olhei para outro lado”, disse a testemunha, pedindo para não ser identificada por medo de retaliação. 

Após cerca de 15 minutos, os militantes disseram à multidão que o apedrejamento havia acabado, e uma ambulância levou o corpo embora. Uma fonte do necrotério em Mosul confirmou a morte do homem, e disse que ele tinha 30 anos. 

O apedrejamento também foi divulgado na imprensa local. Nem o relato da testemunha nem os da imprensa local puderam ser confirmados de forma independente.

Reuters