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LONDRES (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita disse nesta quarta-feira que quatro Estados árabes que romperam laços com Doha estavam elaborando uma lista de “queixas”, e iriam apresentá-la em breve, alertando que o Catar não pode financiar extremismo e continuar em boas relações com Estados vizinhos.

O ministro Adel al-Jubeir disse a jornalistas em Londres que o Catar deve responder às demandas para interromper seu apoio ao “extremismo e terrorismo” que, segundo ele, estavam sendo feitas pelo mundo inteiro, e não só pelos Estados do Golfo.

    Quatro Estados árabes --Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Barein e Egito-- romperam relações diplomáticas com o Catar em 5 de junho, acusando o país de apoiar militantes islâmicos e o Irã. As acusações foram negadas por Doha. Os Emirados Árabes Unidos também decidiram colocar indivíduos e entidades do Catar em uma lista negra.

    A crise política no Golfo fez com que o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, anunciasse nesta sexta-feira o cancelamento de sua viagem planejada para a semana que vem ao encontro da Organização dos Estados Americanos (OEA), no México, para continuar em Washington a fim de trabalhar na redução das tensões diplomáticas.

    Tillerson “irá continuar seus esforços para abrandar tensões na região do Oriente Médio através de encontros presenciais e conversas por telefone com líderes regionais e do Golfo”, informou o Departamento de Estado norte-americano em comunicado. O departamento também informou que o vice-secretário de Estado norte-americano, John Sullivan, irá participar do encontro da OEA.

(Reportagem de Karin Strohecke)

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