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Japoneses visitam o santuário Yasukuni no 69º aniversário da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, em Tóquio, na sexta-feira (horário local). 15/08/2014 REUTERS/Yuya Shino

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Por Minami Funakoshi e Antoni Slodkowski

TÓQUIO (Reuters) - Ministros japoneses prestaram homenagens nesta sexta-feira em um santuário considerado símbolo do passado militarista do Japão, e o primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, também enviou uma oferenda, um ato que deve irritar vizinhos asiáticos e ameaçar os esforços para melhorar os laços regionais.

A visita de funcionários do gabinete, incluindo o ministro de Assuntos Internos, Yoshitaka Shindo, ao santuário Yasukuni no 69º aniversário da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial pode incitar protestos mais afiados da China e da Coreia do Sul.

O santuário é uma homenagem a 14 líderes japoneses condenados como criminosos de guerra por um tribunal dos países aliados, bem como a japoneses mortos na guerra.

Abe enviou sua oferenda por meio de um representante, já que uma visita do premiê ao local não estava programada. Ele esteve no santuário em dezembro, esfriando drasticamente os laços com a China e a Coreia.

Tentativas recentes de se reunir com o líder chinês, Xi Jinping, ainda não deram resultados.

Um assessor de Abe e legislador, Koichi Hagiuda, disse que o premiê quis que ele "expressasse seu respeito e prestasse uma homenagem às pessoas que sacrificaram as suas vidas pela nação".

No santuário, Shigeyo Oketa, de 80 anos, contou que tem visitado o santuário Yasukuni desde que seu irmão mais velho foi morto em batalha em 1945.

"É natural que venhamos aqui, somos todos humanos e devemos prestar respeito", disse ele. "Não é da conta de nenhum outro país. Todos deveriam apenas ser amigos."

Reuters