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Muçulmanos rohingya posam para foto em campo de refugiados em Cox's Bazar, Bangladesh 19/09/2017 REUTERS/Cathal McNaughton

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Por Tom Miles

GENEBRA (Reuters) - O líder de uma investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a violência em Mianmar pediu nesta terça-feira mais tempo para investigar as alegações de assassinatos em massa de muçulmanos rohingyas, além de tortura, violência sexual e incêndio de vilarejos.               

Marzuki Darusman disse ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que também continua esperando permissão de Mianmar para entrar no país, embora tenha esperança de ver um progresso em breve.

A equipe de Darusman iniciou seu trabalho em agosto, o mês em que ataques de insurgentes rohingyas desencadearam uma reação militar que forçou mais de 410 mil rohingyas a fugirem para a vizinha Bangladesh.

Mianmar nega acusações de grupos de direitos humanos segundo as quais está tentando expulsar a comunidade minoritária do Estado de Rakhine, afirmando só visar militantes.

Darusman disse ao conselho sediado em Genebra que o tempo restante até seu prazo final de março de 2018 é "absolutamente insuficiente" e pediu uma prorrogação de seis meses.

"Enfrentando atualmente uma situação de escalada no norte de Rakhine que está aumentando nossa carga de trabalho exponencialmente, estamos profundamente preocupados com nossa capacidade de verificar os fatos necessários para produzir um relatório com a profundidade e a qualidade que se espera de nós até março".

Darusman disse ter esperança de ver progresso em seu pedido para entrar em Mianmar depois de um discurso da líder do país, a ganhadora do Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, no qual ele destacou dois pontos.

"Um, a prontidão categórica do governo de Mianmar para receber de volta aqueles que voltarem a qualquer instante com base em um procedimento que terá que ser discutido em algum momento. E em segundo, a prontidão do governo para se sujeitar a ser inspecionado globalmente pela comunidade internacional. Estes dois pontos foram auspiciosos".

Sua missão é avaliar a situação em toda Mianmar desde 2011. O embaixador de Mianmar, Htin Lynn, disse ao Conselho de Direitos Humanos que seu país está se esforçando para restaurar a paz, a lei e a ordem e a harmonia.

"Medidas de segurança proporcionais visando somente os terroristas estão sendo adotadas para salvaguardar a segurança estatal, e para restaurar a lei e a ordem", disse.

"Continuamos a acreditar que instituir tal missão não é uma linha de ação útil para solucionar a já intricada questão de Rakhine e seus desafios intimidantes".

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Reuters