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Por Deborah M. Todd

OROVILLE, Estados Unidos (Reuters) - Moradores do Estado norte-americano da Califórnia que foram obrigados a se retirar devido a uma ameaça à represa mais alta dos Estados Unidos agora podem voltar para casa, já que equipes estaduais trabalharam sem parar para reforçar um canal de escoamento que foi danificado pelas chuvas fortes.

As autoridades haviam ordenado a desocupação de 188 mil moradores que vivem às margens da Represa Oroville no domingo e reduzido a medida a um alerta de desocupação na terça-feira, informou o xerife do condado de Butte, Kory Honea.

Isso significa que as pessoas podem voltar a seus lares e que os negócios podem reabrir, mas também que devem estar preparadas para bater em retirada novamente se necessário, disse Honea em uma coletiva de imprensa.

Tanto o canal de escoamento primário da represa quanto o de apoio, conhecidos como dutos, foram danificados por um acúmulo de água que resultou de um inverno excepcionalmente úmido no norte californiano, ocorrido depois de anos de seca.

O maior perigo foi causado pelo duto de emergência, que passou por consertos urgentes nos últimos dias. Embora danificado, o duto de emergência ainda está utilizável, disseram autoridades.

Há previsão de mais chuvas ainda nesta quarta-feira e até domingo, de acordo com o Serviço Nacional do Clima, mas o Departamento de Recursos Hídricos estadual disse que as tempestades iminentes provavelmente não irão ameaçar o duto de emergência.

Os moradores retirados receberam mais boas notícias do presidente norte-americano, Donald Trump, que declarou emergência no Estado, autorizando a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências e o Departamento de Segurança Interna a coordenar os esforços de auxílio em desastres.

A suspensão da desocupação obrigatória melhorou o ânimo dos moradores que foram abrigados em Silver Dollar Fairgrounds, em Chico, onde famílias inteiras tiveram acesso a peças de roupa doadas.

Philip Haar, que tem 37 anos e vive em Oroville, se preparava para levar seus cinco cães de volta para casa e para alimentar o coelho que deixou para trás.

"Estou confiante por causa do alerta, ao menos vamos saber a próxima vez que algo acontecer para estar mais preparados dessa vez", disse.        

Reuters