Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Muçulmanos oram na Grande Mesquisa antes da peregrinação anual do haj em Meca 29/08/2017 REUTERS/Suhaib Salem

(reuters_tickers)

Por Mahmoud Mourad

MECA (Reuters) - Centenas de milhares de muçulmanos iniciaram a peregrinação anual do haj nesta quarta-feira, vestindo trajes brancos tradicionais e rumando para um campo de barracas instalado do lado de fora da cidade sagrada de Meca em um itinerário que refaz a rota seguida pelo profeta Maomé 14 séculos atrás.

Quase dois milhões de fiéis de quase todos os países chegaram à Arábia Saudita nesta semana para o ritual de cinco dias, uma obrigação religiosa que todo muçulmano física e financeiramente apto deve realizar ao menos uma vez na vida.

Alguns oraram na Grande Mesquita antes de seguir para a área de Mina ou rumo ao monte Arafat, a leste de Meca, onde se acredita que o profeta fez seu sermão final a seus seguidores.

Eles caminharam ou pegaram ônibus, e a polícia de trânsito usou alto-falantes para tentar dirigir as multidões falando diversas línguas. Os peregrinos usavam roupões brancos simples para marcar um estado de ihram, ou pureza ritual.

O peregrino marroquino Rida al-Belaqili, que queria pegar um ônibus para Arafat, mal encontrava palavras para descrever seus sentimentos.

"Estamos conhecendo pessoas de todos os países e todas as nacionalidades. Existe um tipo de união", disse. "Espero que isso renove a fé e a espiritualidade dos muçulmanos. Peço a Deus que conceda seu perdão a mim e a todos os muçulmanos."

Ele está realizando o haj com a esposa, Latifa al-Omari, pela segunda vez.

"O haj não é uma provação. Esta alegria e felicidade fazem você esquecer tudo", disse ela.

Todos os peregrinos chegarão até a manhã de quinta-feira ao monte Arafat, situado cerca de 15 quilômetros ao leste de Meca.

O Eid al-Adha, ou festa do sacrifício, começa na sexta-feira, primeiro de três dias durante os quais os peregrinos atiram pedras contra muros em uma renúncia simbólica do demônio.

A maior reunião anual de muçulmanos já testemunhou a morte de fiéis pisoteados, incêndios e tumultos, e em algumas ocasiões as autoridades tiveram dificuldade para reagir.

As autoridades dizem que tomaram todas as precauções necessárias, já que mais de 100 mil membros das forças de segurança e 30 mil agentes de saúde estarão a postos para manter a segurança e oferecer primeiros socorros se necessário.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters