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Por Alex Dobuzinskis

(Reuters) - Muhammad Ali Jr, filho e homônimo do lendário boxeador falecido, foi interrogado a respeito de sua identidade em um aeroporto de Washington, antes de embarcar em um voo na sexta-feira, um dia depois de testemunhar perante parlamentares a respeito de um incidente semelhante em outro aeroporto, informou uma congressista norte-americana.

"Para mim é um ato de retaliação, além de ele continuar a ser rotulado devido à religião", disse a deputada Debbie Wasserman Schultz, democrata do Estado da Flórida que estava no mesmo voo de Ali.

Muhammad Ali Jr contou que foi detido em um aeroporto da Flórida no dia 7 de fevereiro depois de chegar de avião da Jamaica e que agentes federais o indagaram sobre sua religião muçulmana.

Ali testemunhou a respeito do incidente na quinta-feira diante de membros democratas do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados. Wasserman Schultz disse não acreditar ser coincidência Ali ter tido problemas para embarcar em um voo de Washington.

O acontecimento vem na esteira de decretos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para impor restrições de entrada nos EUA a viajantes de sete países de maioria muçulmana e para intensificar a segurança nas fronteiras.

O advogado de Ali, Chris Mancini, afirmou à Reuters que o incidente mais recente aconteceu no Aeroporto Nacional Ronald Reagan depois de seu cliente ter apresentado uma identificação válida emitida pelo Estado.

Bruce Anderson, porta-voz da Agência de Segurança no Transporte, confirmou que autoridades da agência foram chamadas para examinar a identidade de Ali quando ele estava no balcão de check-in.

"Às vezes temos que verificar a identidade de passageiros", disse Anderson por email. "Trabalhamos para resolver o problema o mais rápido possível, o que neste caso levou 11 minutos".

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Reuters