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Pessoas usam máscaras em centro comercial de Pequim, na China 21/12/2016 REUTERS/Jason Lee

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Por Tom Miles

GENEBRA (Reuters) - A quantidade de dióxido de carbono na atmosfera da Terra aumentou em ritmo recorde em 2016 e alcançou um nível que não era visto há milhões de anos, podendo ocasionar um aumento de 20 metros no nível dos mares e acrescentar 3 graus Ceslsius às temperaturas, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira.

As concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa produzido pelo homem, chegaram a 403,3 partes por milhão (ppm), mais que os 400 ppm de 2015, disse a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em seu Boletim sobre os Gases de Efeito Estufa, divulgado anualmente.

A taxa de crescimento foi 50 por cento mais acelerada do que a média da década passada, colocando os níveis de dióxido de carbono 45 por cento acima dos níveis pré-industriais.

"A concentração de CO2 atual de ~400 ppm excede a variabilidade natural vista ao longo de centenas de milhares de anos", disse o boletim da OMM.

Os dados mais recentes aumentam a sensação de urgência de uma reunião marcada para o mês que vem em Bonn, quando ministros do Meio Ambiente de todo o mundo trabalharão em diretrizes do acordo do clima de Paris, assinado por 195 países em 2015.

O acordo já está sendo atacado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse que planeja retirar seu país do pacto, cuja meta é limitar a elevação das temperaturas para "bem abaixo" dos 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.

As emissões humanas de CO2 oriundas de fontes como carvão, petróleo, cimento e desmatamento alcançaram um recorde em 2016, e o fenômeno climático El Niño intensificou os níveis de CO2, disse a OMM.

Até onde os cientistas sabem, o mundo jamais teve um aumento de dióxido de carbono como o das últimas décadas, que ocorreu 100 vezes mais rápido do que quando o mundo emergia da última era do gelo.

Os cientistas conhecem níveis pré-históricos graças a pequenas bolhas de ar encontradas em concentrações de gelo antártico antigo, e podem extrair dados ainda mais primitivos de fósseis e elementos químicos presos em sedimentos.

A última vez em que os níveis de dióxido de carbono chegaram a 400 ppm foi entre 3 milhões e 5 milhões de anos atrás, no período do Plioceno médio.

Desde 1990, o efeito do aquecimento global causado pelo CO2 e outros gases de efeito estufa de longa duração aumentou 40 por cento.

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Reuters