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Crianças passam por prédios destruídos carregando galinhas em al-Rai, ao norte de Aleppo, na Síria 27/01/2017 REUTERS/Khalil Ashawi

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Por Emma Batha

LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - O número de crianças mortas na Síria foi recorde no ano passado, sendo mais de um terço dentro ou perto de escolas, disse a agência da ONU para a infância nesta segunda-feira, às vésperas de o conflito sírio completar seis anos.

Ao menos 652 crianças foram mortas na Síria no ano passado, um aumento de 20 por cento em relação a 2015, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Além disso, mais de 850 crianças também foram recrutadas para lutar --mais que o dobro do número de 2015-- e algumas foram usadas como executores e suicidas, segundo a agência.

"A profundidade do sofrimento é inédita. Milhões de crianças na Síria são alvo de ataque diariamente", disse o diretor regional da entidade, Geert Cappelaere, em uma comunicado feito de Homs, na Síria.

"Todas e cada uma das crianças ficam marcadas pela vida com consequências horríveis em sua saúde, bem-estar e futuro."

Os números sobre crianças vítimas de violência na Síria --coletados desde 2014-- representam apenas as mortes oficialmente registradas, o que significa que o número verdadeiro pode ser ainda maior.

O Unicef disse ainda que foram ao menos 338 ataques contra hospitais e trabalhadores de saúde no ano passado.

Metade da população pré-conflito da Síria foi deslocada devido ao conflito, que completará seis anos em 15 de março.

Cerca de 6,5 milhões de pessoas estão deslocadas dentro da própria Síria, e quase 5 milhões buscaram abrigo em países vizinhos, onde as condições têm se tornado cada vez mais difíceis.

O Unicef disse que muitas crianças sírias também estão morrendo em decorrência de doenças evitáveis, uma vez que o enfrentamento a essas enfermidades é afetado pela dificuldade de acesso a atendimento médico.

A agência acrescentou que famílias sírias na região estão tomando medidas extremas para sobreviver, inclusive tirando crianças da escola e forçando casamentos precoces e o trabalho infantil.

Reuters