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Netanyahu acusa o Hamas de envolvimento em ataques com foguetes em Gaza

Este conteúdo foi publicado em 30. junho 2014 - 16:33

Por Jeffrey Heller

JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou nesta segunda-feira o Hamas pela primeira vez - desde a guerra de Gaza em 2012 - de envolvimento em lançamento de foguetes contra Israel e ameaçou intensificar a ação militar para interromper os ataques.

Netanyahu, dirigindo-se a uma comissão parlamentar, em um dia em que o Exército israelense afirmou que 14 foguetes lançados da Faixa de Gaza atingiram Israel, advertiu Hamas, o mais poderoso movimento militante no enclave palestino, para que interrompa os ataques.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos lançamentos de foguete desta segunda-feira, que não deixaram vítimas, mas danificaram duas casas, nem pelos disparos anteriores nos últimos meses, em crises que incluíram ataques aéreos israelenses.

"Ontem, nós atingimos um esquadrão do Hamas que planejava lançar foguetes contra o nosso território", disse Netanyahu, sem fornecer mais detalhes.

O braço armado do Hamas disse que um de seus homens foi morto em um ataque israelense, na noite de domingo, e outros dois ficaram feridos em um dos muitos pontos de observação na Faixa de Gaza onde os movimentos militares israelenses próximos à fronteira são monitorados.

O Hamas, que tomou em 2007 a Faixa de Gaza das forças leais ao presidente palestino, Mahmoud Abbas - que é apoiado por países ocidentais -, concordou com um cessar-fogo mediado pelos egípcios em novembro de 2012, o que interrompeu oito dias de combates entre Israel e os grupos militantes.

Autoridades israelenses tinham reconhecido que o Hamas não respondeu a disparos em uma série de incidentes desde que a breve guerra de 2012 terminou. Israel havia atribuído tais ataques a outros movimentos militantes e exigia que o grupo islâmico, no poder no território, mantivesse o controle sobre eles.

"Ou o Hamas para com isso - e se responsabiliza pelo que acontece em terra - ou nós vamos fazer isso" disse Netanyahu.

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