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LAGOS (Reuters) - A Autoridade de Aviação Civil da Nigéria (NCAA, na sigla em inglês) disse nesta quinta-feira que começou a medir a temperatura dos passageiros que chegam de locais com risco de Ebola e suspendeu a companhia aérea pan-africana Asky por ter levado o primeiro caso para Lagos.

O Ebola já causou 729 mortes na Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Uma pessoa morreu em Lagos, uma cidade de 21 milhões de pessoas, com um dos piores sistemas de saúde e saneamento da África.

"Triagem e monitoramento estão sendo feitos em todos os principais aeroportos internacionais. Isso implica verificar a temperatura dos passageiros com um equipamento de mão", disse o porta-voz da NCAA, Sam Adurogboye, acrescentando que o procedimento vale para qualquer voo que tenha passado pela Libéria, Guiné ou Serra Leoa.

Um exame de sangue obrigatório é realizado se a temperatura do passageiro causar preocupação, disse ele.

A Associação das Companhias Aéreas Internacionais (Iata) disse que a OMS não recomenda restrições de viagens ou fechamento de fronteiras devido ao surto, e o risco seria baixo para outros passageiros se voarem ao lado de uma pessoa com Ebola.

Patrick Sawyer, consultor do Ministério das Finanças da Libéria, de 40 anos, passou mal ao chegar ao aeroporto de Lagos em 20 de julho, em um vôo da Asky. Ele foi colocado em isolamento em um hospital em Obalende, uma das partes mais movimentadas da cidade, mas morreu no dia 25.

"Suspendemos a Asky até que eles sejam capazes de nos mostrar que medidas adotaram para os passageiros, para garantir que eles não trazem Ebola", disse Adurogboye.

As autoridades estão monitorando 59 pessoas que estiveram em contato com Sawyer.

O último surto da febre hemorrágica começou nas florestas retomas no leste da Guiné em fevereiro. Ela começa com dores de cabeça e febre e causa sangramento externo e interno, vômito e diarreia.

A Serra Leoa declarou estado de emergência pública nesta quinta-feira.

(Reportagem de Tim Cocks)

Reuters