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Carros parados em enchentes por causa da tempestade Harvey em Rose City, no Texas 31/8/2017 REUTERS/Jonathan Bachman

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Por Barbara Goldberg

NOVA YORK (Reuters) - O recém-nascido Harvey Rodriguez ainda nem engatinha, mas já pode estar contrariando tendências.

Nomes de bebês antes populares, como Katrina, Sandy e Andrew, perderam prestígio imediatamente nos Estados Unidos depois de serem associados a furacões e tempestades que causaram morte e destruição, de acordo com a Agência de Seguridade Social.

Quando o furacão Harvey atingiu Corpus Christi, no Texas, no dia 25 de agosto, a nova mamãe Irma Rodriguez ainda estava procurando o nome perfeito para seu filho de cerca de 3,5 quilos. Quando uma enfermeira sugeriu Harvey, "a mãe concordou que era perfeito", disse o hospital.

Só o tempo dirá se o nome Harvey terá um destino sombrio na esteira do furacão que assolou a Costa do Golfo dos EUA, matou dezenas de pessoas e provocou danos recordes.

Nos últimos anos o nome vinha ganhando ímpeto lentamente e foi mais popular em 2016, quando pais de 770 bebês o escolheram. Mas ao menos um especialista acredita que a tempestade acabará com essa tendência.

"Harvey irá fracassar", previu Jonah Berger, autor de "Contagious: Why Things Catch On (Contagioso: Por Que As Coisas Viram Moda)" e professor de marketing da Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia, nesta sexta-feira.

A história sustenta a ideia de que Harvey Rodriguez pode ter poucas companhias.

O nome Katrina teve seu auge em 1982, quando 3.323 meninas foram assim chamadas, disse a Agência de Seguridade Social, que monitora os mil nomes mais populares anualmente.

O nome praticamente desapareceu dos berçários depois da passagem do furacão Katrina em 2005 – naquele ano 1.327 bebês o receberam, mas só 190 em 2016.

Sandy teve mais popularidade entre as meninas em 1960, quando batizou 3.648 recém-nascidas. Depois da enorme tempestade que assolou o litoral leste do país no outono de 2012, o número foi de 138 bebês naquele ano para 86 em 2016.

Mas pode haver uma retomada, como o nome Andrew provou.

Ele era o quinto mais popular entre recém-nascidos norte-americanos quando o furacão homônimo chegou ao litoral de Miami em 1992, mas caiu imediatamente para o décimo lugar em 1993 e 11o em 1995. Em 2003 ele voltou ao quinto lugar, quando 22.148 bebês foram batizados com ele, um recorde.

Embora Berger acredite que o nome Harvey perderá muita popularidade, outros que começam com "H" devem se tornar mais comuns.

"Nomes que começam com 'K' aumentaram 9 por cento depois do furacão Katrina", contou. "Quanto mais você ouve um som, mais gosta dele".

(Reportagem adicional de Joseph Ax)

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